ALAGOAS

Projeto apoiado pela Algás leva práticas sustentáveis ao Agreste alagoano

Texto de Isabela Souza

Com o objetivo de promover a utilização de tecnologias sociais de reuso e tratamento de águas cinzas e negras, o projeto do Instituto Terraviva “Promoção de práticas sustentáveis de saneamento rural” é um dos contemplados pelo Edital Algás Social 2016-2017 e busca atender a agricultores familiares do município de Arapiraca.

 

Em março de 2017, o Instituto deu início à aplicação de tecnologias sociais de reuso da água nas comunidades rurais do Agreste alagoano para levar saneamento básico às 40 famílias participantes do projeto – habitantes de áreas remotas e sem acesso a esse direito fundamental. Ainda em andamento, a iniciativa estabelece a construção de fossas agroecológicas ou bacias de evapotranspiração (BET), filtros biológicos e os círculos “vivos”, também conhecidos como círculo de bananeiras.

A água cinza, proveniente de chuveiros e pias de banheiro e cozinha, e a água negra, vinda de vasos sanitários, são tratadas através de um processo de filtragem dos resíduos da água por mecanismos de impedimento físico, como pedras e cascalhos. Em seguida, a água passa por um círculo de bananeira que permite a transformação dos resíduos humanos em nutrientes para as plantas.

 

Segundo Van Giap, biólogo do Instituto, “a população rural do semiárido está habituada a racionalizar o uso da água, principalmente, pelas limitações climáticas, características da região”. Ele ainda ressalta como, às vezes, essa reutilização é feita sem tratamento e de modo equivocado e enfatiza a meta do projeto: “Quebrar o paradigma para que o esgoto deixe de ser considerado um problema para tornar-se uma solução eficaz e rentável”.

Um dos sítios beneficiados pelo projeto foi o da senhora Arlene Ferreira que celebrou o sucesso da tecnologia implantada em sua residência, no povoado Vila Aparecida. Lá, foram plantadas abóboras e bananas-maçã. Com o crescimento do cultivo, outros agricultores da região perceberam que o projeto era produtivo e que eles poderiam solicitar a implantação das tecnologias em seus sítios.

 

O projeto do Instituto Terraviva é um dos contemplados no primeiro Edital Algás Social. Para o diretor presidente da Algás, Arnóbio Cavalcanti, “levar o nome da Algás para áreas de difícil acesso no interior de Alagoas reforça a importância do desenvolvimento sustentável e da conscientização ambiental”.

Artigos relacionados
ALAGOAS

Governador Fábio Bitencourt visita obras do aeroporto de Maragogi (AL)

O governador em exercício de Alagoas, desembargador Fábio Bittencourt, visitou nesta sexta-feira (5) as obras do Aeroporto Costa dos Corais, em…
ALAGOAS

Governo de Alagoas intensifica agenda internacional de negócios, em Brasília

O secretário de Estado de Relações Federativas e Internacionais (Serfi), Júlio Cezar, está em Brasília, cumprindo uma intensa agenda diplomática,…
ALAGOAS

Alta temporada supera marca de 1,3 milhão de passageiros e deve injetar R$ 2,8 bilhões em Alagoas

Alagoas tem se consolidado cada vez mais como o destino mais procurado e visitado pelos turistas do Brasil e do…