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Novas especialidades reforçam atendimento às crianças no Hospital Geral do Estado

Unidade de Pediatria do HGE atende uma média de 30 mil crianças por ano
Texto de Neide Brandão

A Unidade de Pediatria do Hospital Geral do Estado (HGE), que dispõe de 33 leitos de internação, sendo dez de UTI e seis de UCI, passa a contar com nefrologistas, reumatologistas, cardiologistas e neurologistas especializados no atendimento infantil. A iniciativa vem reforçar as melhorias que o Governo de Alagoas está implementando, no sentido de qualificar, anda mais, a assistência aos pequeninos que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Para se ter ideia da importância da Unidade Pediátrica do HGE para os pequenos alagoanos, anualmente mais de 30 mil crianças são atendidas. Desse total, são aproximadamente 18 mil atendimentos clínicos e 12 mil emergenciais, segundo o Setor de Estatística da unidade hospitalar. E, com as novas especialidades, o atendimento na Unidade de Pediatria do HGE passa a ser ainda mais qualificado e eficaz.

 

Uma prova da eficiência do atendimento disponibilizado pela Unidade de Pediatria do HGE é a história do pequeno J.L.G., de 3 anos. Vindo de Feliz Deserto, ele deu entrada no HGE com suspeita de apendicite. Com os exames confirmados para a patologia, foi submetido à cirurgia e teve sua vida salva.

 

E assim como o pequeno J.L.G., crianças com outros problemas de saúde são atendidas todos os dias no HGE. De acordo com a pediatra Clarissa Carvalho, especialista em reumatologia pediátrica, muitas crianças e adolescentes sofrem com doenças reumatológicas, dentre elas a púrpura de Henoch Schölein, a febre reumática, a artrite idiopática juvenil e o lúpus eritematoso sistêmico juvenil.

 

“Essas crianças podem ser tratadas na Unidade de Pediatria do HGE, pois, assim como no adulto, as doenças reumatológicas podem deixar sequelas também nos pequenos, principalmente se não forem diagnósticas e tratadas no início do quadro”, ressaltou Clarissa Carvalho, ao acrescentar que o acompanhamento ideal da criança e do adolescente tem que ser realizado em equipe composta por pediatra, enfermeiro, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo e assistente social.

 

“O objetivo da equipe multiprofissional é melhorar a aderência ao tratamento (que em geral é prolongado e de alto custo), reduzir as limitações osteoarticulares e a sobrecarga emocional, favorecendo a interação social e frequência escolar. Assim a criança poderá atingir a idade adulta com qualidade de vida para desempenhar todas as suas atividades com pouco ou nenhum prejuízo funcional”, explicou Clarissa Carvalho.

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