Notícias

Empresários de turismo querem medidas para se protegerem da pandemia

A atividade turística mundial já sente profundamente as consequências da pandemia do coronavírus com cancelamentos e transferências de reservas, assim como viagens de avião e cruzeiros marítimos. O prejuízo ainda não foi contabilizado até agora, mas com certeza é grande e compromete todo sistema.

Os empresários do setor de hotelaria, parques e atrações turísticas, encaminharam ao Ministério do Turismo uma pauta de reivindicação para salvaguardar o setor da insolvência financeira e por isso pedem prazos e flexibilização de compromissos assim como autorização legal para dar férias coletivas não remuneradas aos colaboradores de 90 dias.

Veja abaixo o documento na íntegra:

Resorts Brasil (Associação Brasileira de Resorts) Associação Brasileira da Indústria deHotéis (ABIH) Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (SINDEPAT)

As entidades que representam majoritariamente a Hotelaria Nacional e o setor Parques e Atrações Turísticas, afirmam que, em decorrência, da pandemia deflagrada com a evolução de casos do COVID-19 (novo coronavírus), entendemos ser fundamental que o Governo Brasileiro atue emergencialmente prevendo providências para minimizar os impactos sobre o Turismo Nacional.

Dentre os principais impactos que já estamos enfrentando e enfrentaremos nas próximas 20 semanas, encontram-se os cancelamentos de milhares de diárias de hospedagem e as centenas de eventos de toda monta. No segmento dos parques, centenas de cancelamentos de visitas de grupos escolares, bem como a perda de milhares de clientes a lazer.

Entendemos ser essencial a elaboração de uma Medida Provisória que vise reduzir os impactos econômicos da crise diante do setor, sob o risco da economia sofrer perdas irremediáveis. Solicitamos, portanto, que Vossa Excelência intervenha nos seguintes pleitos:

  1. Inclusão do segmento hoteleiro e de parques temáticos e atrações turísticas no critério de desoneração da folha de pagamento;
  2. Articulação junto aos órgãos competentes a garantia da licença de colaboradores sem remuneração por até 90 dias;
  3. Criação de linhas de crédito de capital de giro junto a bancos para suprir o fluxo de caixa, com benefícios de carências e taxas incentivadas de longo prazo;
  4. Carência dos tributos que estão sendo parcelados e oriundos de acordos progressos;
  5. Pagamento dos tributos federais no valor de 30% do saldo apurado no mês, financiando a diferença em 60 parcelas, com apenas a adição da SELIC do período, por um período de 120 dias. Após a normalização, os prazos de recolhimento dos impostos federais passem a ter um prazo mais alongado para o recolhimento; ou Redução das alíquotas dos tributos federais durante 180 dias para apoio ao segmento neste momento;
  6. Considerar o segmento hoteleiro e de parques temáticos e atrações turísticas em relação à sua apuração do PIS e da COFINS, no regime da CUMULATIVIDADE. Acreditamos que somente com uma atuação conjunta conseguiremos superar as adversidades que o Turismo Nacional enfrenta nesta crise. O que está em pauta não é apenas o dano gerado a estes segmentos, mas sim, a sobrevivência da cadeia turística. Na certeza de contar vosso apoio. Apresentamos os nossos protestos de estima e consideração. Sérgio Souza Presidente Associação Brasileira de Resorts (A
Artigos relacionados
Notícias

Abertas as inscrições do curso em autismo e inclusão para profissionais de turismo

O Ministério do Turismo abriu inscrições para a 2ª edição do curso gratuito “Autismo, Acessibilidade e Inclusão”, realizado em parceria…
Notícias

Destinos de natureza brasileiros têm recorde de visitação em 2021

Após um ano de retomada gradual das atividades turísticas, alguns destinos de natureza do país registraram recorde de visitação em…
Notícias

Pesquisa mostra que população é favorável ao "passaporte de vacinação.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha e divulgada nesta segunda-feira (17) aponta que 81% dos entrevistados são a favor da…

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *




Enter Captcha Here :