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Empresários reagem a CVC

Empresários do setor hoteleiro alagoano, procurados por nosso blog, se manifestaram com relação a postagem sobre a entrada da operadora CVC nas atividades de hospedagens, com o uso de uma plataforma semelhante ao Airbnb. Os empresários foram unanimes em dizer que é o começo de um novo cenário, pós covid-19, quando as atividades turísticas começarem a retornar à normalidade.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira em Alagoas (ABIH), André Santos, disse que a informação atinge, a princípio, o segmento de luxo, que são as pousadas de charme. Segundo ainda ele isso é uma indicação do novo cenário pós pandemia covid-19, que preocupa aos empresários que esperavam mais apoio, principalmente de quem sempre esteve ao lado dos hoteleiros.

O representante dos hoteleiros em Alagoas disse ainda participou de uma reunião, via vídeo conferência, com representantes da Operadora dias atrás, mas que eles sequer colocaram o assunto em pauta. Para ele, a busca de hospedagem que ofereçam mais segurança e distanciamento social, será uma tendência no mercado e a CVC identificou esse mercado e está trabalhando para atendê-lo.

André Santos disse que o setor já tentou também criar uma plataforma de vendas, mas que não deu certo, porque exige muito investimento em pessoal especializado e muita publicidade.

Entretanto, segundo um empresário, que pediu para não revelar seu nome porque trabalha com a CVC há mais de 10 anos, a notícia foi um verdadeiro golpe para o setor. “’Foi um golpe ver a CVC anunciar sua entrada na atividade de hospedagem, principalmente esta empresa que cresceu graças a parceira com o setor hoteleiro brasileiro. É uma notícia preocupante para todos, embora muitos tentem dissimular a gravidade dela”, lamenta ele.

O empresário disse que já está na hora do empresariado hoteleiro se unir e se “libertar” da CVC. “Temos que encontrar alternativas começando pela construção de uma plataforma própria do setor com preços até melhores, já que seríamos os donos dela”, disse ele, dizendo que pretende levar a proposta de volta para a ABIH.

“Vamos nos organizar em sistema de cooperativa, que possui muitas vantagens no sistema de organização empresas”, disse ele lembrando que com certeza vai contar o apoio dos Governos.

Já para Júnior Lisboa, o presidente do Conselho Municipal de turismo de Piranhas, que também é agente de viagens e trabalha com vendendo produtos da CVC em sua loja, não só a notícia de que a operadora vai iniciar atividade de venda de hospedagem em imóveis particulares choca o trade, como também o anuncio de que vão também abordar os clientes diretamente.

Para o empresário a tendência de monopolizar o mercado de turismo não só no Brasil, mas na América Latina é um problema que todos devem ficar rejeitar. Segundo ele os hotéis e as outras empresas não podem ficar dependentes apenas de uma empresa, que dita preços e até normas nos estabelecimentos.

“A concorrência é sempre saudável”, diz Júnior Lisboa, que destacou a pesquisa realizada pela American Airlines e a Delta, postada também aqui em nosso blog e que aponta o agente de viagens como um importante ator na retomada das atividades do turismo. “Seria interessante formamos uma rede de colaboradores agentes de viagens para fortalecer a todos”, enfatiza ele.

Em Portugal, operadores e agentes de viagens reagiram a entrada da CVC no país se organizaram para lutar contra as ações da empresa  (nos mesmos moldes que age no Brasil) buscando monopolizar a atividade turística. Os empresários portugueses estão buscando apoio do Governo para impedir, por exemplo, bloqueios de voos e hotéis acima de 50% , durante o ano tudo, por uma só empresa. Em Portugal, os empresários despertaram a tendência de monopólio das atividades turísticas e parte agora criar mecanismos legais para impedir.

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