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Gol prepara retomada do B737 MAX em dezembro, diz Eduardo Bernardes

O B737 MAX segue parado desde março de 2019 em busca de aprovação para voltar a voar. Em julho, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) deu mais um passo rumo à nova certificação da aeronave ao ter anunciado que em breve iria apresentar uma proposta de diretiva de aeronavegabilidade. A Gol segue na espera da certificação por parte da FAA e, no Brasil, da própria Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para retomar as operações da aeronave.

Em entrevista ao M&E Play no Youtube (veja abaixo), nesta terça-feira (18), o vice-presidente da Gol, Eduardo Bernardes, afirmou que a companhia já prepara uma retomada do B737 MAX para este ano ainda.

“Nossa expectativa é de que a liberação ocorra em outubro deste ano por parte das autoridades, começando pela FAA, e depois há uma necessidade da Anac também fazer a certificação e homologação da aeronave. A gente sabe que a Anac trabalha muito próximo da FAA e acompanhou, desde o início da trajetória do MAX, os processos que estavam sendo executados para cumprir as regras impostas pelas autoridades, logo nossa expectativa é que a liberação por parte da Anac aconteça logo em seguida, respeitando todos os trâmites, e que a aeronave já volte a voar em dezembro deste ano”, disse.

“Nossa expectativa é que a liberação por parte da Anac aconteça logo em seguida, respeitando todos os trâmites, e que a aeronave já volte a voar em dezembro deste ano”, diz o VP da Gol.

De acordo com Eduardo, o B737 MAX volta primeiro a ser operado em rotas domésticas, para depois seguir sua expansão planejada no mercado internacional. “Para os EUA vamos operar com o B737 MAX, que é parte da nossa estratégia, uma expansão internacional, em especial para Flórida, com um equipamento de alta eficiência operacional, até 15% menos de consumo com relação aos B737NGs, e com menor nivel de ruído”, disse o VP.

Eduardo ainda lembrou do acordo com a Boeing, fechado em abril.  “Fizemos uma negociação com a Boeing, que começou antes da pandemia, onde tiramos da nossa responsabilidade a necessidade de recebimento de novas aeronaves nos anos de 2020, 2021 e 2022. Em função desta enorme crise, o fato de não ter esse compromisso auxilia muito no processo de liquidez da empresa e a permite organizar sua frota adequadamente para uma demanda que visualizamos para o período”, finalizou.

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