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Companhias aérea pedem redução do QAV e tributária

A empresas de companhia aérea passam por um dos momentos mais difíceis de sua história e estão sendo colocados a prova com os altos e baixo da malha área provocada pela segunda onda da pandemia do covid-19, mesmo com a Medida Provisória (MP) editada pelo Governo Federal, prorrogado o reembolso das passagens, o setor precisa de ajuda para se manter e ainda voltar a normalidade.

O setor pediu ontem a redução dos preços do combustível de aviação (QAV) e adequações às agendas regulatórias e tributárias para que o Brasil se alinhe às melhores práticas internacionais. Essas foram as principais reivindicações apresentadas pelo presidente da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, em reunião com o presidente da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, deputado Bacelar (Podemos-BA), realizada nesta terça-feira (6). Os pleitos são considerados fundamentais para reduzir os impactos da pandemia e preparar o setor aéreo para a retomada.

O objetivo da reunião foi conhecer um pouco mais as que as companhias áreas vêm enfrentando durante a pandemia de covid-19, o que se refletiu novamente agora na malha de abril, que representa 40% do número de voos do período pré-pandemia.

Sanovicz explicou que as companhias aéreas brasileiras estão preocupadas com a queda brusca na venda de passagens e que, mesmo adotando os protocolos de segurança exigidos pela vigilância sanitária, o movimento nos aeroportos caiu, em 2020, mais da metade.  Ele destacou que ainda que, até o momento, o setor perdeu 77% da receita, o que corresponde a R$ 9,5 bilhões de reais do faturamento total.

“O transporte aéreo nunca atravessou uma crise tão grave como a do biênio 2020/2021. Em 2019, transportamos 96,1 milhões de passageiros, mas no ano passado esse número caiu pela metade, 45,6 milhões” destacou o presidente da Abear Além das pautas regulatórias e de redução do QAV, Eduardo Sanovicz também pleiteou a criação de diferentes frentes para incentivar os passageiros a voltarem a viajar.

As pautas foram ouvidas com preocupação por Bacelar, que apontou o setor aéreo como essencial para o fomento do turismo e para geração de emprego e renda. O deputado se comprometeu em articular, junto aos integrantes da CTur e Executivo, a criação de alternativas e políticas públicas que atendam tanto os viajantes quanto as companhias aéreas.

“Vamos nos reunir, promover audiências públicas e debater sobre o assunto. O setor aéreo é importantíssimo para o país e não pode ficar desamparado, principalmente, para não refletir no preço final das passagens” destacou o deputado. O presidente da CTur aproveitou a ocasião para reafirmar o compromisso no combate à Covid-19 e elogiar a iniciativa das empresas que intensificaram o transporte gratuito de profissionais de saúde, EPIs e vacinas. “Contem comigo nesta luta para salvar vidas. Uma iniciativa louvável e digna de reconhecimento. Nós precisamos de vocês” elogiou.

Em 2020, as cias aéreas transportaram gratuitamente mais de 3 mil profissionais de saúde, 166 toneladas de EPIs, respiradores e alimentos, 21 milhões de vacinas, quase 5 mil órgãos para transplantes e equipes médicas em 2.911 mil voos.

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