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Em Madri, ministro do Turismo reforça necessidade de protocolo de saúde único para o mundo

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, participou nesta terça-feira (18.05), em Madri, na Espanha, da abertura da XXIV Conferência Ibero-americana de Ministros e Empresários do Turismo (Cimet), evento que faz parte da Feira Internacional do Turismo (Fitur). O encontro trata do futuro do setor e da retomada de atividades no pós-pandemia, o que inclui protocolos sanitários, vacinação e debates sobre a unificação de medidas entre países. Também participaram da agenda o secretário executivo do MTur, Daniel Nepomuceno, e o presidente da Embratur, Carlos Brito.

A Cimet é realizada todos os anos com o objetivo de debater medidas para setor, assim como as oportunidades e as tendências para o turismo mundial. Neste ano, os temas ficaram concentrados nos impactos da pandemia de coronavírus e as ações para a retomada das atividades turísticas no mundo.

Durante a participação na solenidade, o ministro Gilson Machado Neto destacou a importância de países e líderes mundiais se unirem para o fortalecimento do setor e retomada das atividades. “É muito importante estarmos juntos aqui para trocarmos experiências e identificarmos estratégias que vão contribuir para a recuperação da indústria turística”, disse.

Machado Neto citou os impactos da pandemia no Brasil e as ações que o governo federal tomou para garantir a sobrevivência de milhares de empresas e empregos. “Primeiro, atuamos na garantia dos salários e jornadas de trabalho com a instituição do programa emergencial de manutenção do emprego e da renda e do pagamento de um auxílio financeiro emergencial a quase 70 milhões de pessoas, que totalizou R$ 295 bilhões ainda em 2020”, afirmou.

“Também agimos na regulamentação das relações de consumo, garantindo os direitos dos consumidores e impedindo a falência em massa das empresas do setor do turismo. Disponibilizamos, ainda, um crédito histórico de R$ 5 bilhões para ajudar a reduzir os impactos da pandemia no setor de turismo, com foco no capital de giro das empresas e com condições especiais”, destacou.

O ministro também reforçou seu pedido pela elaboração de uma agenda única para o mundo, com protocolos sanitários, vacinação e estratégias alinhados entre os países. “Sinto a necessidade que lutemos por uma agenda única, que a OMT (Organização Mundial do Turismo) estimule a OMS (Organização Mundial da Saúde) para buscar soluções para facilitar e acelerar o fluxo entre os países”, declarou. “Quais vacina serão aceitas? Não adianta o Brasil vacinar com vacina que a Espanha não aceite e vice-versa”, disse.

O ministro explicou que o país tem buscado, cada vez mais, estimular parcerias com a iniciativa privada. O governo federal tem adotado medidas para desburocratizar processos, aperfeiçoar a legislação e proporcionar mais facilidade e segurança jurídica aos investidores. “Aprendemos também que somente com a interação entre o público e o privado é que vamos superar isso. Com uma crise como essa podemos também conhecer mais do nosso país e saber que, quando sair da pandemia, o Brasil será um dos países mais atrativos para o turismo de natureza”, concluiu.

O diretor-geral da FITUR, Eduardo Lopez-Puertas, salientou a importância da Feira Internacional. “Será um reencontro para o contato humano e para as relações comerciais de todo mundo. Será o reinício do turismo internacional e a primeira feira presencial e de experiência de mobilidade no mundo”, explicou. “Contribuir para a recuperação do turismo: esta é a intenção de todos os que estão participando da feira”, completou.

A vice-prefeita de Madri, Begona Villacis, comentou que a capital espanhola está crescendo 5% no turismo e a Espanha é o segundo país do mundo na recepção de turistas. “Foi um golpe enorme para o turismo. Ver hotéis vazios foi a pior consequência de se ver durante a pandemia. Com a vacina no mundo, já temos uma luz no fim do túnel para a retomada do turismo”, declarou. “Já temos vacinas, já temos o conhecimento do vírus. Basta usar os protocolos corretos para esta retomada. Viajar é seguro. Os destinos são seguros”, concluiu.

Por Rafael Brais

FOTO: Ricardo Castro

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

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