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TAP fatura transporte com cargas e correios

Em tempo se pandemia e baixa na venda de bilhetes aéreos a companhia portuguesa TAP tem um lucro no transporte de carga e correio de para 44,4 milhões, um aumento de 35%, primeiro trimestre. Isto para compensar um prejuízo de 74,3% ou 433,2 milhões de euros, para 150 milhões, pela quebra de 83,1% ou 426,6 milhões em vendas de bilhetes, para 86,7 milhões,

A TAP seguiu assim a tendência das grandes transportadoras aéreas, que investiram mesmo na adaptação de aviões ao transporte de carga para compensar a falta de passageiros provocada pela pandemia de covid-19 e as restrições às viagens com que os governos têm procurado limitar a expansão do vírus.

O balanço do trimestre, que compara com o primeiro trimestre de 2020, em que pandemia se fez sentir com grande intensidade apenas a partir de Março, indica uma quebra de passageiros em 86,7% ou 2,56 milhões, para 393 mil, com a quebra em RPK, do inglês para passageiros x quilómetros voados, a atingir 86,9%, superior à redução da capacidade em ASK (do inglês para lugares x quilómetros voados, que foi de 81,2%, o que se traduziu num decréscimo da taxa de ocupação de 71,9% para 50,2%.

A TAP cresceu com essa evolução das receitas, que globalmente tiveram uma quebra em 74,3% ou 433,2 milhões de euros, mas também porque a redução de custos, como normalmente acontece, foi insuficiente para a compensar.

A companhia indicou um prejuízo em termos de custos operacionais em 48,9% ou 360,8 milhões de euros, para 377,7 milhões, com realce para as reduções em custos de combustíveis, de 75,5% ou 115,7 milhões, para 37,6 milhões, explicável pela redução do número de voo em 76,8%, algo contrariada por um aumento da etapa média em 20,1%.

Outra parcela com grande peso na redução de custos é pessoal, que teve uma descida em 29,9% ou 48,7 milhões, para 114 milhões, que passou a ser, por grande margem, a maior rubrica de custos, que há um ano era os custos operacionais de tráfego.

Na mesma informação a TAP informou que o seu quadro de pessoal activo reduziu-se em 17,7%, de 9.143 no fim do primeiro trimestre de 2020 para 7.526 no fim do primeiro trimestre deste ano.

No mesmo sentido concorre a informação da TAP que a sua frota operou com menos três aviões, sendo dois A330 de longo curso e um A320 de médio curso.

O balanço da TAP acrescenta que a sua frota operacional em 31 de Março deste ano contava com 93 aviões, incluindo os que estão ao serviço da Portugália e da White, três das quais dedicadas ao transporte de carga.

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