Cotidiano

Prefeito JHC lança programa inédito para enfrentamento da violência contra a mulher

O prefeito JHC lançou, nesta segunda-feira (21), o Programa Salve Mulher, uma iniciativa inédita e um marco histórico no enfrentamento e prevenção à violência contra mulheres e meninas em Maceió. Durante o evento, na Associação Comercial, em Jaraguá, JHC reafirmou seu compromisso com a causa e disse que é preciso mostrar os números para combater a violência.

“A violência contra a mulher é uma realidade dentro da nossa sociedade e cresceu substancialmente durante a pandemia. Esses números têm que ser revelados, por mais constrangedores que sejam, porque teremos um parâmetro para combater e diminuir através de políticas públicas”, afirmou.

A coordenadora do Gabinete de Políticas Públicas para a Mulher, Ana Paula Mendes, explicou que Alagoas está em primeiro lugar no Nordeste, em termos de feminicídio.

“Tivemos 200% de aumento de violência doméstica e, hoje, de forma inédita, Maceió lança um programa específico de combate à violência contra a mulher e meninas. Está firmada de verdade uma parceria, e este é o intuito do prefeito JHC, que é de lutar e prevenir essa violência. Diante dessa pandemia, os casos graves têm alavancado. Nós não podíamos permanecer calados, e o prefeito se comprometeu em criar políticas públicas de combate”, explicou. 

A deputada federal, Tereza Nelma, que também esteve presente no evento, afirmou que vai alocar R$ 1 milhão para o Centro de Referência Doutora Terezinha Ramires, que já funcionou no PAM Salgadinho. 

“Estou investindo esse recurso para a gente ir estruturando a rede, porque é uma política pública necessária, mas não há financiamento”, afirmou a parlamentar. 

O vice-prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa, que enquanto governador criou a primeira Secretaria da Mulher de Alagoas, afirmou que a sociedade não pode achar que os dados de violência são naturais.

“Quem dá o exemplo é o prefeito da capital. Isso vai crescer. Se Maceió tem, Arapiraca também tem que ter, são essas coisas boas que vão dar proteção. Muita coisa ainda tem que ser feita, porque é um absurdo esses dados, a gente não se pode achar que isso é natural, há muita coisa ainda para ser feita”, disse. 

Como funcionará 

De acordo com dados apresentados durante o lançamento do Salve Mulher, Alagoas ocupa o primeiro lugar do Nordeste em feminicídio por 100 mil habitantes e o 5º em nível nacional. Além disso, 1.358 mulheres foram mortas, em sua maioria, por ex-companheiros ou pretensos companheiros. No Brasil, 17 milhões de mulheres no Brasil sofreram violência física, psicológica ou sexual em 2020.

O programa atuará em diferentes eixos para garantir apoio e segurança às mulheres. No Salve Mulher, haverá qualificação e inserção de mulheres vítimas de violência no mercado de trabalho; capacitação de toda a rede de atendimento à violência contra a mulher do município; as vítimas terão preferência nos serviços de saúde e assistência social das mulheres e crianças vítimas de violência; criação de assistente virtual para informações e denúncias; e criação do Centro de Referência a saúde da mulher vítima de violência.  

“A cada programa que é lançado para o benefício dessas mulheres que estão sofrendo, eu vejo com muito carinho porque vem para somar. A prefeitura tem sido uma grande parceria. Sem a Prefeitura, a casa não estaria funcionando. É de fundamental importância o apoio do prefeito JHC, e  está sendo tudo bem encaminhado para que as mulheres se sintam acolhidas, que é nosso objetivo”, expôs.

A vereadora de Maceió, Olívia Tenório, apresentou uma série de dados e mostrou que a subnotificação aumentou devido à pandemia da Covid-19. “As mulheres têm medo de denunciar porque voltam para casa e ficam junto com o agressor. A cada oito minutos uma mulher é estuprada no Brasil, e eu não falo isso para chocar, falo isso para mostrar que a gente precisa mudar. Precisamos de ações específicas para avançar e conseguirmos o mínimo de igualdade”, assegurou.

Capacitação 

Para fortalecer o programa Salve Mulher, os servidores da Guarda Municipal passarão por um treinamento para atender os casos e tratar as vítimas de forma humanizada. O treinamento inicia nesta segunda-feira (21) e abordará as Leis Maria da Penha, do Feminicídio e das violências sexual e doméstica.

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