O presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, saiu otimista depois da reunião com a nova direção da TAP está semana, que ocorreu no final da tarde da última sexta-feira. Segundo ele além de constituir o primeiro encontro entre a associação representativa das agências de viagens e a transportadora nacional desde que a nova comissão executiva desta tomou posse” foi oportunidade para ser elencado “um conjunto de assuntos relativos ao relacionamento entre a TAP e a seus melhores clientes nacionais, as Agências de Viagens”.
“Depois de uma era de afastamento, abriram-se portas novas para uma relação de confiança e trabalho conjunto”, afirmou o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, sobre o primeiro encontro entre a Direção da associação das agências de viagens e a nova gestão da TAP, representada pela CEO Christine Ourmières-Widener e pela CCO Silvia Mosquera.
Em comunicado da APAVT sobre essa reunião, Pedro Costa Ferreira, depois de assinalar o início de uma nova era no relacionamento entre os maiores clientes da TAP e a companhia de aviação, anunciou que “o trabalho vai iniciar-se de imediato” e que “todos temos a responsabilidade de recuperar o tempo perdido”.
Pedro Costa Ferreira, segundo o comunicado, também evidenciou estar satisfeito “com a receptividade que encontrou por parte das interlocutoras da companhia aérea nacional”.
A APAVT esteve representada por Pedro Costa Ferreira e Tiago Raiano, respectivamente presidente da Direção e presidente da Assembleia Geral da Associação, que refere que em 2019, pré-pandemia, os seus associados realizaram vendas de TAP que ascenderam a “perto de 500 milhões de euros”.
Dados também dessa época sobre as vendas de voos pelas agências de viagens IATA portuguesas contabilizadas pelo BSP (do inglês para Bill and Settlement Plan da IATA), a que o PressTUR teve acesso, indicam que em 2019 as agências de viagens portuguesas venderam em 2019 passagens aéreas no montante de 964,03 milhões de euros, constituindo um novo recorde.
Em 2020, as vendas BSP caíram 76,7% ou 739,5 milhões de euros e ficaram em 224,4 milhões.
Este ano, o mercado tem recuperado, ainda que lentamente, atingindo ainda assim recordes mensais em tempos de pandemia, mas no final do primeiro semestre estava em 98,3 milhões de euros, ainda 80,2% ou 398,8 milhões de euros abaixo do período homólogo de 2019, pré-pandemia.



