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Em Portugal, Vice-Almirante é o herói na coordenação do controle a pandemia

A missão do vice-almirante Henrique Gouveia e Melo chegou ao fim e deixa, esta terça-feira, as funções de coordenador do plano de vacinação contra a covid-19.

Henrique Gouveia e Melo, que assumiu o comando da task force a 3 de fevereiro, na sequência da demissão do anterior coordenador Francisco Ramos, despede-se com a premissa de que dentro de “uma semana, uma semana e meia” Portugal poderá atingir os 85,00% da população vacinada com as duas doses da vacina contra a covid-19.

“Já podíamos ter atingido os 85% de vacinação completa, mas vamos relembrar algumas pessoas e dentro de semana ou semana e meia, senhor primeiro-ministro, terá os 85%”, disse o vice-almirante.

O primeiro-ministro agradeceu o trabalho do vice-almirante Gouveia e Melo e de toda a equipa envolvida no processo de vacinação. António Costa diz que Portugal, no processo de vacinação, foi o “melhor do mundo” e que esta “missão foi indiscutivelmente coroada de sucesso”.0 seconds of 49 secondsVolume 0% 

“A MISSÃO ESTÁ TERMINADA E AGORA FICA O NÚCLEO A FAZER A TRANSIÇÃO”

O planeamento dos centros de vacinação deixará de estar a cargo do vice-almirante Gouveia e Melo e passará a estar nas mãos de oito ou nove militares, que vão ajudar na transição das funções para o Ministério da Saúde.

“Estamos a criar um grupo que sai da task force, que vai trabalhar diretamente para a ministra da Saúde. A ideia é continuar a ajudar a coordenação interdepartamental no processo de vacinação quer da gripe quer da eventual terceira dose antes de dezembro.”

Os centros de vacinação contra a covid-19 vão continuar a funcionar pelo menos até ao final do ano. A garantia já tinha sido dada por António Costa depois do Conselho de Ministros, na semana passada. Nestes locais serão administradas, em breve, vacinas contra a gripe.

O vice-almirante Gouveia e Melo acredita que vacinação contra a gripe deverá estar concluída até dia 15 de dezembro, assim como a toma de uma eventual terceira dose de reforço contra a covid-19, referindo que existe capacidade de administração semanal de 400.000 vacinas.

O “desafio é conjugar duas agendas: a vacinação da gripe e a eventual terceira dose da vacinação covid-19”, sublinhando que o processo “vai depender muito” dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), onde são concentrados os agendamentos das vacinas.

“O processo correu muito bem para a covid e estamos a tentar replicar para a gripe”, disse.

O vice-almirante Gouveia e Melo explicou que, neste momento, há 480.000 doses de vacina contra a gripe e dois milhões de doses de vacinas contra a covid-19 em stock e que a eventual sobreposição da vacinação não será um problema a nível logístico, face à disponibilidade de vacinas e à continuidade dos atuais centros de vacinação para esta transição.

O primeiro-ministro voltou a garantir que haverá vacinas suficientes, não só para os idosos, mas para toda a população, caso a Agência Europeia do Medicamento e a Direção-Geral de Saúde decidam avançar com a administração de uma terceira dose.

“Aguardamos decisão da EMA sobre a questão da terceira dose”, disse António Costa.

 

PORTUGAL SÓ PODE VACINAR MAIS 345.000 PESSOAS PARA ATINGIR OS 100% DA POPULAÇÃO ELEGÍVEL

Mais de 84% da população portuguesa já está inoculada com as duas doses da vacina contra a covid-19 e cerca de 86% recebeu pelo menos a primeira dose.

“Neste momento, estamos em 86,5% das primeiras doses e já passámos os 84,3% das segundas doses, a caminho dos 85%, apesar de agora, nesta fase final, parece que as pessoas se esqueceram de que têm que tomar a segunda dose”, disse o coordenador.

Para atingir 100% da população elegível, Portugal só pode vacinar mais 345.000 pessoas, das quais cerca de 140.000 ainda não estão aptas a receber a vacina, porque recuperaram há menos de três meses da covid-19, explicou Gouveia e Melo. Dessas 345.000 há também cerca de 80.000 que já recuperaram, mas ainda não foram inoculadas, acrescentou.

“Agora vamos começar a telefonar pessoa a pessoa para tentar perceber porque as pessoas não aparecem e é isto que está a fazer com que hoje em dia não estejamos a atingir os 85%, porque já tínhamos a possibilidade de o ter feito antes”.

A incidência da covid-19 começou “a cair abruptamente em todas as regiões, fruto da vacinação”, realçou Gouveia e Melo.

O vice-almirante referiu também que Portugal recebeu 20 milhões de vacinas e já doou cerca de dois milhões, ou seja 10% das vacinas compradas foram doadas. Gouveia e Melo considera que “em termos proporcionais ao plano de vacinação”, Portugal foi dos países que mais doou vacinas.

“É muito significativo em termos nacionais o esforço para doar vacinas”, disse o vice-almirante.

Fonte: SIC TV E DIÁRIO DE NOTICIAS

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