ALAGOAS

Pesquisa do IBGE revela que setor de serviços em Alagoas tem a 2ª maior alta do país

Cerca de 140 mil pessoas passaram pelo Aeroporto Zumbi dos Palmares em junho, segundo a Infraero

Alagoas segue colecionando boas notícias. O setor de serviços no estado teve a segunda maior alta do país em outubro, e avançou 1,1% na comparação com o mês de setembro.  O resultado representa a sétima taxa positiva em 2021 – houve também aumento em fevereiro (4,2%), março (1,9%), maio (10,9%), junho (0,1%), julho (5,4%) e agosto (4,9%). As informações são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta terça-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda de acordo com o IBGE, na comparação entre outubro de 2021 e o mesmo mês em 2020, houve avanço de 23,9%.  No acumulado do ano, o volume de serviços no estado alagoano cresceu 19,1% em relação ao mesmo período (janeiro a outubro) do ano anterior. De acordo com o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Marcius Beltrão, os números ressaltam a efetividade da retomada econômica de Alagoas.

“Apesar do momento de restrição econômica vivido em virtude da pandemia, Alagoas foi um dos poucos estados que, mesmo tomando as devidas medidas de restrição, não fechou a economia por completo, o que contribuiu para que diversos setores voltassem a crescer. O resultado está aí, obtivemos em outubro a sétima taxa de crescimento positiva do ano no setor de serviços e a segunda maior alta do país, evidenciando o aquecimento e a retomada da economia alagoana”, explicou o secretário.

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Setor recua no país

No Brasil, o setor de serviços recuou 1,2% na passagem de setembro para outubro, segunda taxa negativa consecutiva, acumulando uma retração de 1,9%. Com o resultado de outubro, o setor ainda ficou 2,1% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro do ano passado, mas está 9,3% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014.

“Essa perda não elimina o ganho de 6,2% observado no período abril-agosto, mas reduz o distanciamento em relação ao nível pré-pandemia. Em agosto, o setor estava 4,1% acima do patamar de fevereiro de 2020, passando para 3,3% em setembro e 2,1% agora em outubro”, destaca Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa, analisando o panorama nacional.

Quatro das cinco atividades investigadas recuaram no mês de outubro, com destaque para serviços de informação e comunicação (-1,6%), que apresentaram a segunda taxa negativa consecutiva, acumulando retração de 2,5%.

Regionalmente, a maior parte (23) das 27 unidades da federação teve retração no volume de serviços em outubro de 2021, na comparação com o mês imediatamente anterior. Entre os locais com taxas negativas, o impacto mais importante veio do Rio de Janeiro (-3,2%), seguido por São Paulo (-0,5%), Rio Grande do Sul (-4,0%), Paraná (-2,1%) e Mato Grosso (-6,0%). Em contrapartida, o Ceará (1,4%) registrou a principal expansão em termos regionais.

Atividades turísticas crescem 1,0% em outubro

O índice de atividades turísticas cresceu 1,0% frente a setembro, sexta taxa positiva consecutiva, período em que acumulou ganho de 51,2%. Contudo, o segmento de turismo ainda se encontra 19,5% abaixo do patamar de fevereiro do ano passado. “Esse índice de atividades turísticas tem um perfil muito semelhante ao perfil dos serviços prestados às famílias, pois muitas das atividades que compõem o indicador vêm desse segmento”, observa Lobo.

Pesquisa Mensal de Serviços (PMS)

Divulgada mensalmente, a PMS trabalha em todo o país com uma amostra de mais de 12 mil empresas de serviços que possuam 20 ou mais pessoas ocupadas e, além disso, a receita precisa ser proveniente principalmente da atividade de prestação de serviços. A amostra contempla empresas cuja atividade principal está compreendida nos cinco grupamentos de atividades da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0): Serviços prestados às famílias; Serviços de informação e comunicação; Serviços profissionais, administrativos e complementares; Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio; Outros serviços. 

Texto de Cecília Tavares

Fotos Ascom/Sedetur

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