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Casa da Alfândega de Florianópolis é restaurada

A população catarinense recebeu a restauração da Casa da Alfândega, importante atrativo turístico de Florianópolis (SC). As obras contaram com R$ 5,8 milhões do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia federal vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo. A cerimônia contou com a presença da presidente do Iphan, Larissa Peixoto, e do secretário nacional de Infraestrutura Turística substituto, Luís Vanucci.

O montante financiou diversas melhorias estruturais, como a revitalização de pisos, esquadrias, escada, cobertura e alvenarias, além de corrigir as valas de aeração e estanqueidade (procedimento que estanca e não deixa entrar água) da cobertura.

“Muito além de turismo, a restauração desse edifício mostra o empenho do governo federal na preservação do patrimônio histórico e cultural. Essa é mais uma das diversas obras que entregamos nos últimos anos e que farão diferença no desenvolvimento e na promoção dos nossos destinos”, destacou o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto.

A conclusão da obra vai permitir o retorno da superintendência do Iphan no estado à Antiga Alfândega, agora ocupando a parte central e a ala sul. Já a ala norte volta a abrigar a Galeria do Artesanato, gerenciada pela Fundação Catarinense de Cultura, que expõe e comercializa trabalhos de artesãos de várias regiões do estado.

“Com a retirada dos tapumes, o conjunto formado pelo Mercado Público, Antiga Alfândega e o Largo volta a estar acessível à população. O Iphan-SC dividirá a estrutura com a Galeria do Artesanato, que é um ponto de alta circulação, divulgação e valorização dos artesãos do estado”, explica a presidente do Iphan, Larissa Peixoto. “Agora, teremos um espaço de 825 m² de área segura, iluminada e climatizada para a realização das nossas atividades”, comemora.

As obras envolveram ainda a instalação de novos sanitários, incluindo banheiro acessível, rampas e elevador. Também foram feitas instalações elétricas, de comunicação, climatização e iluminação, bem como um novo sistema de proteção contra descargas atmosféricas. O projeto incluiu, por fim, a instalação do sistema de prevenção e combate a incêndio, além de mezanino com piso elevado para receber arquivos e estações de trabalho da superintendência do Iphan/SC.

O investimento é proveniente do Programa de Preservação Cultural e Cidades Históricas (PPCCH), uma iniciativa destinada aos sítios históricos urbanos protegidos pelo Iphan, com o intuito de promover a retomada do planejamento e execução de grandes obras de infraestrutura. Para atender às cidades que possuem bens tombados pelo Iphan, o programa conta com R$ 1,6 bilhão destinado a 425 obras de restauração de edifícios e espaços públicos, em 44 cidades de 20 estados brasileiros.

Casa

Em estilo neoclássico, a Antiga Alfândega de Florianópolis foi construída no ano de 1875, em substituição ao prédio incendiado da primeira alfândega que se localizava ao redor da Praça XV de Novembro. O local passaria a ser o ponto principal de comercialização da cidade, junto com o Mercado Público e píer, construídos ao lado. As atividades alfandegárias funcionaram até 1964, quando o Porto de Florianópolis foi desativado e o prédio permaneceu desocupado por alguns anos.

Já em 1975, Antiga Alfândega foi tombada em nível federal e entre os anos de 1977 e 1979 foram realizadas as primeiras obras de intervenção, sob a responsabilidade do Iphan. Posteriormente, o prédio foi cedido ao governo do estado de Santa Catarina para abrigar o Museu Histórico Estadual, na parte superior, e o Museu de Artes, na inferior.

Em 1982, o Iphan passou a ocupar a parte central da edificação, inicialmente com o escritório técnico de Santa Catarina, e, em 1990, com a superintendência do Instituto. Mas em 2010, a sede do Iphan foi transferida para outra edificação, para que fossem realizada obras de recuperação da cobertura e rebocos. Em 2014 foi contratado projeto de restauração do edifício, cujas obras iniciaram em 2019.

Foto: Márcio Henrique Martins/FCC

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