Em sessão da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Vereadores de Arapiraca, a secretária municipal de Serviços Públicos, Maria Carolina Souza Valleriano, confirmou – em depoimento que durou cinco horas – a suspeita da Casa de que a gestão do prefeito Luciano Barbosa renovou, nos últimos dois anos, contratos estimados em mais de R$ 40 milhões para a coleta de 55% do lixo sem licitação.
A Lei das Licitações afirma que os contratos emergencial ou aditivos só poderiam acontecer num prazo de 90 dias. Porém, há dois anos a coleta de lixo é feita pela empresa Ciano Soluções Ambienteis, que tem seus contratos renovados com aditivos feitos pela secretária Maria Carolina.
“Não tem sentido a Prefeitura pagar por serviços de coleta de lixo de mais de R$ 40 milhões sem promover a licitação”, afirmou o presidente da CPI, Zé Carlinho, reforçando que a ilegalidade compromete o mandato do prefeito.
Luciano Barbosa teria entrado com uma ação na Justiça para tentar impedir as novas sessões da CEI. “A Justiça negou provimento à ação do prefeito e determinou que o legislativo municipal investigue o suposto esquema do lixo”, informou o presidente da Câmara.



