A aérea brasileira Gol, que essa semana comemorou 23 anos de operações, cogita pedir recuperação judicial nos EUA. Contudo, há informações de que a empresa estaria tentando viabilizar um plano de reestruturação de dívidas entre as partes envolvidas e fora da Justiça. Neste cenário, há credores financeiros, lessores (arrendadores de aeronaves) e stakeholders (investidores com papéis de dívida da companhia).
A estratégia de abrir um processo Tribunal de Falência de Nova York é apontada como a melhor saída, diante das regras previsíveis no país. Arrendadores preferem negociar nos EUA porque, segundo eles, um recuperação judicial no Brasil só permite saber como começa, jamais como termina.
Agências de risco afirmam que a dívida financeira da Gol é de R$ 20 bilhões e, deste total, cerca de R$ 3 bilhões vencem no curto prazo (em até 12 meses). A companhia, no entanto, não tem caixa suficiente para honrar esses compromissos, segundo pessoas a par das negociações.
O problema da Gol, afirmam, não é operacional. Os resultados são positivos. No entanto, ela não tem novas garantias suficientes para trocar toda essa dívida vincenda. Seus ativos foram, em grande maioria, empenhados no acordo que resultou na Abra, holding que controla a Gol e resultante da junção da brasileira com a colombiana Avianca.
Resposta
A Gol declarou que mantém seus esforços para melhorar a lucratividade, fortalecer seu balanço para posicioná-la, no longo prazo, como empresa que democratizou o transporte aéreo no país.
Para isso, informa que está em discussões com seus stakeholders financeiros (credores) sobre diversas opções que tragam maior flexibilidade financeira, incluindo capital adicional para financiar as operações.



