A aérea low cost JetSmart, que já opera rotas do Brasil para o Chile e Uruguai, está se preparando para operar no mercado de voos domésticos nacionais. A entrada no Brasil seria inevitável, pois, sem considerar o país, a JetSmart enfrentaria dificuldades para utilizar sua nova frota. “Temos 120 aviões já comprados. Recebemos 32, mas serão mais de 100. Se não contar com o Brasil, não vamos ter onde voá-los. Assim que, sem dúvidas, vamos chegar ao Brasil”, afirmou a executiva da empresa, Veronica Alvarez.
A possível chegada da JetSmart, porém, não tem data certa e pode demorar. Veronica destacou os desafios burocráticos que as companhias aéreas enfrentam ao operar no Brasil, incluindo a necessidade de estabelecer uma filial no país e a alta demanda de processos judiciais contra as aéreas – embora ela entenda esse último como um desafio que incentivará melhorias nos processos da empresa em relação ao cuidado ao consumidor.
JetSmart
Fundada em 2016, a JetSmart é uma empresa de modelo ultra low cost. Este tipo de companhia aérea se caracteriza por oferecer passagens aéreas a preços extremamente baixos, mas cobra adicionalmente por todo e qualquer serviço, como marcação de assento, transporte de mala de bordo (a de rodinhas que vai na cabine), assentos reclináveis e alimentação (não tem nem saquinho de 8g de pipoca!).
A JetSmart integra o grupo Indigo Partners, com sede nos Estados Unidos, e já atua nos mercados domésticos do Chile, Argentina, Peru e Colômbia. O Indigo tem participação em outras low costs como as empresas Frontier (EUA), Volaris (México), Wizz Air (Europa) e Lynx Air (Canadá). No Brasil, a JetSmart conecta São Paulo, Foz do Iguaçu, Rio de Janeiro, e Florianópolis a destinos no Chile, Argentina e Uruguai. Com a possível entrada no mercado de voos domésticos no Brasil, a empresa busca fortalecer sua presença na América do Sul, região que conta com grandes players como a Latam e a Avianca.



