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Turismo pós-pandemia: Brasil é destaque em levantamentos da ONU Turismo

O mundo está retomando os patamares pré-pandemia de Covid-19 no turismo internacional, e o Brasil está na linha de frente deste cenário. Além de ter o melhor desempenho na América Latina em ranking do Fórum Econômico Mundial sobre desenvolvimento de viagens e turismo também se destacou em uma publicação da ONU Turismo, que mostra como nosso país está acima da média mundial de recuperação do setor.

Segundo o organismo das Nações Unidas, o turismo no mundo atingiu 97% dos níveis de circulação anteriores à crise sanitária no primeiro trimestre de 2024. Neste caso, o Brasil ultrapassou a marca com o segundo maior trimestre da série histórica para o país: foram 2,53 milhões de entradas, alta de 10,4% em relação aos primeiros três meses de 2019.

O valor também supera em 9,8% o mesmo período de 2023, ano em que o país retornou aos patamares pré-Covid em visitantes estrangeiros e que teve 2,3 milhões de entradas entre 1º de janeiro e 31 de março. O recorde trimestral brasileiro para 2024 fica abaixo apenas de 2018, quando o país recebeu 2,66 milhões turistas internacionais. De acordo com a ONU Turismo, as projeções para este ano apontam uma recuperação total da circulação de turistas no mundo com aumento de 2% nas chegadas, ultrapassando 2019.

No mesmo período, o Brasil também demonstrou um crescimento maior que a média das Américas. De acordo com o relatório da ONU, o continente recuperou os patamares pré-pandemia com as chegadas atingindo 99% dos níveis de 2019, aquém da marca nacional. E ainda no comparativo, percentualmente, o crescimento brasileiro ficou acima, até mesmo da Europa, maior receptor de turistas do mundo, que teve alta de 1% com 120 milhões de turistas internacionais nos primeiros três meses deste ano em relação a janeiro, fevereiro e março de 2019.

Índice de desenvolvimento
O Brasil obteve bons resultados também no Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo 2024 (TTDI, na sigla em inglês), elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. O país subiu oito posições desde 2019, está em 26° lugar e é o único da América Latina entre os 30 melhores dos 119 avaliados. Os Estados Unidos estão em 1º lugar e o Mali, na África, ocupa a última posição. O ranking leva em conta critérios como sustentabilidade, cultura, preservação da natureza, infraestrutura e serviços em turismo, infraestrutura portuária e aeroportuária, saúde e higiene, segurança pública e outras.

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, o resultado é importante porque o turismo internacional está diretamente conectado com a imagem do país no exterior. “Esse ranking sinaliza que o mundo percebe como nosso turismo está conectado com a agenda de construção de um Brasil que se desenvolve com sustentabilidade. O turismo brasileiro estava pagando um preço alto pela agenda ambiental desastrosa do governo passado”, destaca. 

“Em nossa gestão, a nossa estratégia central de promoção do Brasil tem sido de mostrar a nossa diversidade para além dos cartões postais. Temos sol e praias exuberantes, mas também temos a Floresta Amazônica, o Pantanal, nossas chapadas e Mata Atlântica. Temos uma diversidade cultural muito forte, com o afroturismo como carro chefe de um Brasil que valoriza sua raiz cultural de matriz africana. Temos uma gastronomia muito rica de norte a sul do país, cada estado com sua singularidade de saberes e sabores. Temos um Brasil com experiências únicas e é nossa missão convidar o mundo para nos conhecer e ajudar, com seu turismo, a construir um país mais desenvolvido e sustentável”, elenca Freixo.    

Turismo de negócios
O Brasil também subiu posições no ranking da Associação Internacional de Congressos e Convenções (ICCA). O País ficou em 1º lugar da América Latina e voltou ao top 20 global na lista. A seleção leva em conta o número de eventos oficiais sediados pelos países e o grupo fez a divulgação durante a IMEX, maior feira de turismo de negócios do mundo, em Frankfurt, na Alemanha. No levantamento que inclui todo o continente americano, o País ficou em terceiro, atrás apenas dos Estados Unidos e do Canadá, retomando a posição à frente da Argentina e do México.

Os rankings somam mais de 10 mil eventos, reuniões e congressos realizados nos 12 meses do ano passado. No período, o Brasil subiu cinco posições e somou 156 encontros presenciais ICCA, aumento de 42% em relação ao período anterior. Primeiro lugar nas Américas e também no global, os Estados Unidos somaram 690 eventos, seguidos, nas duas listas, pelo Canadá, com 259. Considerando somente os países da América Latina, a Argentina ficou em segundo, com 145, e o México em terceiro, com 136.

Freixo lembra que “o turismo de eventos e negócios representa metade do turismo internacional e é fundamental para o Brasil”. “Em nossa gestão, temos trabalhado em parceria com o setor privado para ampliar a captação de eventos. Em 2023, crescemos cinco posições no ranking do ICCA (Associação Internacional de Congressos e Convenções) e chegamos ao 20º lugar, o primeiro da América Latina, com 156 encontros presenciais do perfil ICCA, um aumento de 42% em relação a 2022. Seguimos trabalhando para consolidar o Brasil como um dos principais destinos de eventos e negócios do mundo”, afirma o presidente da Embratur.

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