EVENTOS

Autoridades debatem futuro da aviação sustentável na América Latina

O Seminário sobre Perspectivas de Mercado de Carbono e Combustível Sustentável de Aviação (SAF) na América Latina, que ocorreu na terça-feira, 12, em Brasília, reuniu representantes de diversos países e empresas do setor aéreo para discutir as estratégias de descarbonização da aviação na América Latina. O evento foi sediado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e promovido pela Comissão Latino-Americana de Aviação Civil (Clac).  

Os principais temas foram o desenvolvimento do mercado de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e a implementação de créditos de carbono, iniciativas fundamentais para o alinhamento da região às metas de redução de emissões de CO2 estabelecidas pela Organização de Aviação Civil Internacional (Oaci). 

O secretário da Clac Jaime Binder afirmou que a poluição gerada pela aviação é de 2 a 3%, sendo a participação da aviação no mercado global de 6%, segundo dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (International Air Transport Association – Iata). De acordo com o secretário, ainda que o setor aéreo tenha um impacto proporcionalmente menor, é muito importante a descarbonização dele porque o “nosso planeta é um só, e somos responsáveis pelo crescimento do setor, mas com a responsabilidade de preservar o meio ambiente”. 

“Nossa região tem um potencial incrível para o desenvolvimento de offsetting (compensação) para o Corsia (Esquema de Compensação e Redução de Carbono para a Aviação Internacional) e a promoção da produção de SAF na América Latina com grande biodiversidade e recursos naturais que nos permitem produzir bioenergia e energia renovável”, afirmou a diretora da Anac Mariana Altoé. 

O diretor da Anac Ricardo Catanant indicou que “temos que buscar formas de incentivar a constituição de um mercado integrado de produção e fornecimento de SAF em nossa região. Embora todos tenham potencial de produzir SAF, é necessário que busquemos maneiras mais eficientes de disponibilizar o produto às nossas companhias aéreas, identificando hubs regionais de produção e criando cadeias integradas e mecanismos que aumentem o acesso ao SAF”. 

Dividido em três painéis temáticos, o evento proporcionou um espaço para que os participantes compartilharem experiências e reforçarem a colaboração regional em busca de uma aviação mais sustentável. O primeiro painel abordou as experiências em certificação de créditos de carbono, com destaque para a recente iniciativa da Guiana de vender bônus de carbono para o sistema de compensação de emissões Corsia. O segundo painel examinou o desenvolvimento do mercado de SAF no Brasil, com especialistas debatendo os desafios e as oportunidades de investimentos privados na área, como a necessidade de algumas condições essenciais como estudos de viabilidade técnica e econômica, regras estáveis, planos definidos. Por fim, o terceiro painel explorou as políticas de implementação de SAF em países como Chile, República Dominicana e Brasil, trazendo perspectivas de autoridades e do setor privado. 

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