Duas regiões portuguesas e uma espanhola, cujos territórios são contíguos no oeste da Península Ibérica, uniram forças e potencialidades para se apresentarem como um destino turístico único. Com uma proposta de valor genuína, diferenciada e diversificada, que integra patrimônio histórico e cultural, natureza, lazer, gastronomia e enoturismo, Alentejo, Extremadura e Centro de Portugal formam uma aliança de forte atratividade turística, convidando à descoberta de “3 regiões, 2 países e um só coração”, como proclama o seu lema promocional.
Embora colaborem há vários anos no setor do turismo, é em 2025 que as três regiões dão um passo em frente com o lançamento desta estratégia conjunta, focada na promoção internacional enquanto destino único, com o objetivo de impulsionar as visitas provenientes do seu principal mercado emissor: o ibérico.
Esta iniciativa de cooperação aposta na competitividade e mobilização de sinergias, e foi oficialmente apresentada em Madrid, num evento realizado na Real Academia de Belas Artes de San Fernando.
Os representantes das três regiões – Victoria Bazaga, conselheira de Cultura, Turismo, Juventude e Desporto da Junta da Extremadura; José Santos, presidente da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo; e Rui Ventura, presidente da Agência Regional de Promoção Turística do Centro de Portugal – partilham o mesmo objetivo que passa por maximizar os esforços conjuntos e competir com maior eficácia por um mercado potencial de 60 milhões de pessoas (população combinada de Portugal e Espanha).
José Santos sublinhou que “os territórios do Alentejo, Centro de Portugal e Extremadura podem assumir uma centralidade estratégica no contexto do mercado ibérico, que é essencial saber aproveitar. Esta localização deve transformar-se numa força eficaz de vendas. A complementaridade entre os três territórios é uma oportunidade para reforçar a competitividade, sobretudo nos períodos de menor procura. Além disso, gostaria de destacar que a capital da região, Évora, foi designada Capital Europeia da Cultura 2027 — um reconhecimento que constitui não só uma vantagem estratégica para a projeção da identidade cultural do Alentejo, como também um atrativo adicional para trazer visitantes de toda a Europa, oportunidade que devemos explorar em conjunto.”
Rui Ventura afirmou, por sua vez, que “a ação conjunta em Madrid reforça o compromisso das três regiões em afirmarem-se como um destino integrado, autêntico e competitivo no espaço ibérico. O Centro de Portugal, o Alentejo e a Extremadura têm todas as condições para liderar uma nova abordagem ao turismo de interior, baseada na valorização do território, na sustentabilidade e na criação de valor para as comunidades. Quando nos unimos, deixamos de ser regiões periféricas para nos tornarmos num centro estratégico com enorme potencial. Esta cooperação é cada vez mais uma força ativa para o desenvolvimento económico e para a coesão territorial”.
O presidente da Agência Regional de Promoção Turística do Centro de Portugal propôs ainda aos seus parceiros do Alentejo e da Extremadura a criação de um passaporte enoturístico ibérico, como forma de incentivar os visitantes a percorrerem o território das três regiões.
Já Victoria Bazaga destacou a vontade de “oferecer o nosso coração para tornar maior o de todos, o coração e o esforço de sermos capazes de mostrar que neste templo que temos, nestas três regiões e dois países, há tanto para ver, tantas experiências para viver, que nos tornaremos num dos destinos de interior sustentáveis e culturais mais importantes do mundo”.
Oferta autêntica, singular e longe das multidões
Delimitado pela planície alentejana, as dehesas (paisagem de montado) da Extremadura e os vales do Centro de Portugal, estende-se um território afastado das grandes massas turísticas, sustentado em três pilares que se alinham com os valores dos viajantes contemporâneos: património, autenticidade e sustentabilidade.
Esta aliança transfronteiriça aposta num modelo de desenvolvimento turístico sustentável, valorizando os seus recursos naturais, culturais e gastronômicos, com uma visão comum de turismo enraizado no território. Em conjunto, estas três regiões — que cobrem uma área de cerca de 100.000 km² — contam com 10 bens classificados como Patrimônio Mundial pela UNESCO (incluindo as cidades de Évora, Elvas e Cáceres, e a Universidade de Coimbra), locais de charme como Marvão, Trujillo ou Tomar, centros de peregrinação como Fátima e o Mosteiro de Guadalupe, bem como extensos parques e reservas naturais para a prática de turismo ativo e desportivo ao ar livre. Possuem ainda um litoral com 110 Bandeiras Azuis, que incluem sete praias fluviais na Extremadura, 10 no Alentejo e 29 no Centro de Portugal.
Graças à força da união, o destino Alentejo, Extremadura e Centro de Portugal estará também mais bem posicionado para atrair os 120 milhões de turistas internacionais que anualmente visitam os dois países vizinhos. A localização geográfica das três regiões, entre Madrid, Sevilha, Lisboa e Porto — grandes centros urbanos com aeroportos internacionais e elevados fluxos turísticos — constitui um trunfo fundamental nesta estratégia.
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