AEROPORTOS

Vinci Airports relata aumento de tráfego de 6,7% no segundo trimestre

No segundo trimestre do ano, o tráfego nos aeroportos geridos pela Vinci Airports registou um aumento de 6,7% face a igual período do ano passado, chegando aos 86 milhões de passageiros movimentados, com “aumento da capacidade de lugares e continuação da forte procura na maioria das regiões”, num comportamento que foi também extensível a Portugal, que registou “boas tendências de tráfego”, principalmente no longo curso.

De acordo com um comunicado da Vinci Airports divulgado esta sexta-feira, 18 de julho, em Portugal, “muitas companhias aéreas aumentaram a sua oferta” e as “rotas de longo curso tornaram-se um importante motor de crescimento”.

Os dados da Vinci Airports mostram que, no caso das rotas internacionais, o destaque vai para o Brasil, que registou um aumento de tráfego de 12%, enquanto o tráfego das rotas dos EUA cresceu 9%, entre abril e junho.

A nível global, os aeroportos geridos pela Vinci Airports registaram um crescimento de 6,7%, o que corresponde a mais cinco milhões de passageiros movimentados do que em igual período do ano passado, com a gestora aeroportuária a explicar que o crescimento se deveu ao “aumento da capacidade das companhias aéreas, em particular das low cost, enquanto as taxas de ocupação se mantiveram elevadas, reflectindo a forte procura”.

“As rotas de longo curso registaram o maior crescimento (+11%), resultado da boa dinâmica no Japão, mas também da diversificação da rede de hubs europeus (Lisboa, Edimburgo, Londres Gatwick). O início da época de verão atraiu igualmente um grande número de passageiros para destinos em torno do Mediterrâneo”, lê-se no comunicado divulgado pela Vinci Airports.

Entre os aeroportos geridos pela Vinci Airports, foram vários os que registaram um crescimento a dois digitos, com destaque para o Japão, onde “o tráfego internacional, tanto regional como de longo curso, continua a aumentar rapidamente”.

“O tráfego com a China disparou (+66% em relação a 2024 e +20% em relação aos níveis pré-COVID), graças aos aumentos de capacidade das companhias aéreas chinesas em rotas como Xangai e Pequim. O tráfego doméstico japonês também aumentou (+6%), com taxas de ocupação superiores em 5 pontos”, explica a Vinci Airports.

Já no México, o aeroporto de Monterrey registou um crescimento impressionante de 25%, impulsionado pela recuperação da Volaris, enquanto em Budapeste, capital da Húngria, “a dinâmica do tráfego foi muito forte em abril e maio, graças, nomeadamente, ao aumento da capacidade das companhias aéreas de baixo custo, como a Wizz Air (+36%), a Ryanair (+12%) e a easyJet (+17%)”.

No caso de Cabo Verde, a Vinci Airports diz que “as ligações com Portugal beneficiaram da expansão da capacidade da TAP e da easyJet, enquanto o mercado interno registou um crescimento significativo, impulsionado pelo aumento da capacidade de lugares da Cabo Verde Airlines (+45%)”.

Já no Camboja, “o aeroporto de Phnom Penh registou um trimestre muito positivo (+15%), graças à finalização da recuperação pós-Covid com a China (+62% em relação a 2024), combinada com um forte crescimento das companhias aéreas locais”.

Além de Portugal, também no Aeroporto de Edimburgo, na Escócia, o tráfego de longo curso esteve “em alta” no segundo trimestre do ano e cresceu 30%, tendo sido “impulsionado pelas rotas para os Estados Unidos e o Canadá”, ainda que os destinos de férias em Espanha (Canárias, Ilhas Baleares) e Itália também tenham contribuído “para o crescimento deste trimestre”.

No Aeroporto de Belgrado, na Sérvia, também merece destaque a “popularidade dos destinos turísticos mediterrânicos”, enquanto em Londres Gatwick o tráfego “manteve-se estável em relação a 2024”, uma vez que “o crescimento do segmento de longo curso, nomeadamente nas rotas para a China e os Emirados Árabes Unidos, compensou um ligeiro declínio no segmento de curto curso”.

A Vinci Airports diz, contudo, que o tráfego aéreo nos EUA abrandou “devido ao clima económico mais incerto”, que está a ter “um impacto negativo nos hubs que dependem do tráfego americano de afinidade (VFR – Visiting Friends and Relatives) e de lazer”, a exemplo da Costa Rica e República Dominicana, que estão a “sofrer uma redução da oferta de voos da American Airlines, United e JetBlue, associada a uma reafectação de parte da frota da Arajet”

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