O Aterro Sanitário instalado no Sertão de Alagoas, em Olho d’água das Flores, e sob a administração do Consórcio Intermunicipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (Cigres), virou um problema ambiental, com características de um verdadeiro lixão.
Para tentar amenizar o problemas foi celebrado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) em 2023, o consórcio que deveria gerenciar a destinação e tratamento dos resíduos sólidos de 19 municípios alagoanos. Mesmo assim continua utilizando ao menos uma área situada em Olivença, sertão alagoano, como depósito de resíduos de forma ilegal.
O CIGRES – Consórcio Integrado de Gestão de Resíduos Sólidos, atende 19 municípios da região do médio sertão e bacia leiteira do estado de Alagoas. Originalmente, a área utilizada pelo consórcio, um antigo lixão, deveria ter sido liberada da atividade e recuperada.
Mesmo após dois anos, a área ainda não foi revitalizada como previa o TAC, e continua recebendo resíduos dos municípios do sertão de forma desordenada. As cidades que integram o CIGRES produzem, em média, 70 toneladas de lixo diariamente.
Atualmente, o consórcio é presidido pelo prefeito de Olivença, Jó Dionísio, que assumiu a função no começo deste ano com mandato até o final de 2028.
As ações desordenadas por parte do CIGRES podem levar Alagoas a perder o o título conquistado em 2018 – de único estado do nordeste e o terceiro do Brasil a erradicar 100% dos lixões nos municípios, em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, lei que entrou em vigor em 2014.



