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BNDES aprova financiamento de R$ 1,7 bilhão para venda de jatos da Embraer à empresa dos EUA

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 1,7 bilhão para viabilizar a exportação de 13 jatos do modelo E-175 da Embraer à companhia aérea norte-americana SkyWest Airlines, maior operadora mundial do modelo. As entregas estão previstas para ocorrer entre o quarto trimestre de 2025 e o final de 2026.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o financiamento representa um marco para o setor. “A Embraer é um orgulho para o Brasil e um símbolo da capacidade da nossa indústria. O apoio do BNDES reforça o compromisso do Governo Federal em fortalecer a produção nacional, gerando emprego, renda e inovação. E queremos que cada vez mais companhias aéreas brasileiras e internacionais tenham aeronaves fabricadas no país”, destacou o ministro.

Em comunicado, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirmou que a operação é estratégica para consolidar a presença da empresa no mercado internacional. “O apoio do BNDES permite expandir nossa atuação em um mercado relevante como os Estados Unidos, beneficiando também a aviação regional americana, essencial para a conectividade do país e para o desenvolvimento econômico e social”, disse.

A operação será realizada por meio do produto BNDES Exim Pós-Embarque, com pagamento em dólares, gerando divisas para o Brasil e fortalecendo a balança comercial.

Investimentos
O Governo Federal vem atuando para reforçar políticas de incentivo ao setor aéreo, com linhas de crédito de apoio à aviação civil. No mês passado, a Latam Airlines e suas afiliadas anunciaram a aquisição de até 74 aeronaves do modelo E195-E2 da Embraer, em acordo avaliado em aproximadamente US$ 2,1 bilhões (mais de R$ 11 bilhões).

No final de 2024, o governo também aprovou uma linha de crédito de R$ 4 bilhões, via Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), para apoiar companhias aéreas brasileiras na aquisição de aeronaves, motores e querosene de aviação, entre outros insumos. A medida busca incentivar as empresas a ampliarem suas rotas, especialmente em aeroportos regionais, considerados estratégicos para a conectividade e o desenvolvimento nacional.

Com o crédito, a expectativa é que o setor aéreo brasileiro aumente significativamente sua oferta de voos nos próximos anos, tornando o transporte aéreo mais acessível e integrado.

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