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Do cerrado ao pantanal: Centro-Oeste revela riquezas culturais e ecológicas 

O Centro-Oeste brasileiro emerge no Catálogo de Experiências Turísticas do Brasil – Edição COP30 com um mosaico de roteiros que fogem do convencional, destacando o valor inestimável do Cerrado e do Pantanal por meio da cultura e da sustentabilidade. A região, composta pelo Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul, mostra que é possível aliar grandes paisagens naturais à profunda valorização do patrimônio histórico e das comunidades tradicionais.

BRASÍLIA – A capital modernista convida o visitante a um novo olhar sobre suas origens e seu entorno. O Tour Brasília Negra evidencia o protagonismo da população negra, passando por espaços de memória como o Quilombo Mesquita, o Museu Vivo da Memória Candanga e a Praça Zumbi dos Palmares. Somam-se a eles as Rotas Gastronômicas e Sustentáveis, como a Rota do Queijo e a Rota do Lago Oeste, que conectam turismo rural, agrofloresta, trilhas — como a Trilha do Calango — e a culinária típica do Cerrado, especialmente no entorno do Parque Nacional de Brasília.

GOIÁS – O estado apresenta roteiros que combinam poesia, história e aventura. O Caminho de Cora Coralina, trilha de longo curso que liga Pirenópolis à Cidade de Goiás, promove uma imersão literária e natural guiada pelas palavras da escritora. Já o Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, na Chapada dos Veadeiros, oferece uma vivência profunda da cultura afro-brasileira, com encontros em comunidades, festas tradicionais e visitas a cachoeiras como a Santa Bárbara. No Povoado do Moinho, os saberes quilombolas do século XVIII permanecem vivos em oficinas de rapadura e doces tradicionais, enquanto em Mambaí o roteiro Um Pé + que Pequi celebra a sociobiodiversidade do Cerrado por meio de produtos como o pequi e o baru.

MATO GROSSO DO SUL – O Pantanal aparece não apenas como um ecossistema singular, mas também como um território de memória e resistência. A Travessia Guadakan, em Corumbá, une trekking e navegação pela Serra do Amolar, destacando ações de conservação e a história dos povos Guatós. Também em Corumbá, o Circuito Corumbá Negra revisita a contribuição afro-brasileira para a formação do Pantanal, passando pela Comunidade Quilombola Família Ozório, pelo Porto Geral e pelas tradições transmitidas por figuras como Dona Cotó. O estado expõe o Pantanal não apenas como santuário da fauna, mas como palco da história e da resistência das populações locais.

O catálogo reforça que o turismo no Centro-Oeste é uma jornada de descobrimento que une o deslumbramento das paisagens do Cerrado e do Pantanal ao respeito e à valorização das diversas culturas que constroem a identidade do Brasil.

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