NEGÓCIOS

Turismo brasileiro fecha o ano em alta 

Mesmo diante de um cenário econômico mais desafiador, o Turismo brasileiro encerra o ano em trajetória de crescimento e consolida o seu papel como um dos principais vetores da economia nacional. Recordes sucessivos de faturamento, demanda aquecida por viagens corporativas e ampliação da inteligência setorial marcam o balanço de 2025 e ajudam a desenhar as perspectivas para o próximo ano.

Esses são alguns dos destaques da Carta Setorial de Turismo — dezembro de 2025, publicação mensal da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) que reúne análises de conjuntura, indicadores atualizados e posicionamentos estratégicos. A mais nova edição aponta que, só em setembro, o Turismo nacional faturou R$ 18,5 bilhões — o maior valor já registrado para o mês — e alcançou R$ 165,6 bilhões no acumulado do ano.

O desempenho positivo se apoia, sobretudo, no transporte aéreo e na hotelaria, assim também reflete a força das viagens a negócios. O Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), realizado pela Federação em parceria com a Associação Latino Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), mostra que os gastos das empresas com deslocamentos profissionais superaram R$ 106 bilhões entre janeiro e setembro, novo recorde da série histórica.

Na capital paulista, o setor mantém ritmo consistente. O Índice Mensal de Atividade do Turismo (IMAT) registrou crescimento de 1,6% em outubro, na comparação anual, com destaque para a movimentação aérea e a geração de empregos formais ligados ao Turismo.

Além dos números, a Carta Setorial traz uma análise aprofundada da conjuntura econômica a partir da apresentação feita pelo presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze, em encontro a Alagev. O diagnóstico aponta impasses relevantes para 2026 — como juros elevados, pressão fiscal e impactos da Reforma Tributária —, mas corrobora a resiliência do setor, que segue crescendo mesmo em um ambiente macroeconômico mais restritivo.

A publicação também destaca o avanço institucional da FecomercioSP na produção de inteligência para o setor, com a entrada da Entidade no Comitê de Monitoramento do Turismo de São Paulo, iniciativa que busca integrar bases de dados e qualificar a leitura do resultado da atividade turística.

Para completar, a edição traz ainda um artigo de Dietze sobre o debate em torno do mercado imobiliário e das locações por temporada, tema cada vez mais relevante para destinos urbanos e regiões de forte apelo turístico.

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