O turismo emissor da China deverá acelerar em 2026, com um crescimento estimado entre 6% e 13%, de acordo com um estudo da China Trading Desk, empresa especializada em marketing e tecnologia de viagens.
De acordo com essas projeções, os viajantes chineses poderão realizar entre 165 e 175 milhões de viagens transfronteiriças este ano, contra aproximadamente 155 milhões em 2025. Essas estimativas incluem tanto visitas à Região Administrativa Especial de Hong Kong como viagens para destinos mais distantes na Europa e na África.
Entre os mercados que devem apresentar forte procura este ano, a Coreia do Sul, o Vietname e a Tailândia são apontados como os três destinos mais procurados, graças, em particular, às convenientes conexões aéreas e à diversificada oferta turística.
O estudo destaca a flexibilização das políticas de vistos e o fortalecimento do yuan como fatores de crescimento. A Rússia permite a entrada sem visto para turistas chineses desde dezembro, enquanto a Turquia implementou uma medida semelhante já este mês de janeiro. Por outro lado, o yuan, que se valorizou mais de 1% em relação ao dólar americano no último mês, pode tornar mais acessíveis os destinos onde as despesas são denominadas em dólares.
Do lado aposto, o turismo chinês para o Japão pode sofrer uma queda acentuada. A China Trading Desk estima que o arquipélago receberá apenas de 4,8 a 5,8 milhões de visitantes chineses em 2026, em comparação com 9,3 milhões em 2025, devido a tensões diplomáticas e alertas oficiais de viagem. As chegadas mensais de cidadãos chineses ao Japão terão caído para 560 mil em novembro, depois para 530 mil em dezembro, após atingir 715.700 em outubro, de acordo com dados oficiais citados no estudo.



