O vazamento de água e de sedimentos da cava da mina de Fábrica, da Vale, entre os municípios de Ouro Preto e Congonhas, ontem, dia 25, e que ultrapassou 220 mil metros cúbicos, atingindo córregos e rios, acende o sinal de alerta também em Alagoas, onde a empresa Vale Verde opera a exploração de minérios na região do Agreste.
Em Arapiraca, por exemplo, a barragem pertencente a mineradora seria alvo de uma investigação que ocorre na Casa Tavares Bastos, por um grupo de deputados estaduais.
No município de Craíbas, a operação da barragem da Vale Verde estaria oferecendo perigo de vazamentos de sedimentos, colocando em risco o meio ambiente local, além de também afetar as comunidades locais.
Minas Gerias
Nesta segunda-feira, 26, equipes da Agência Nacional de Mineração e das Defesas Civis de Congonhas e de Ouro Preto, estarão avaliando os impactos do extravasamento de água e sedimentos da cava da mina, que fica entre as duas cidades.
Não houve registro de vítimas. No entanto, o líquido que vazou da estrutura atingiu a mina vizinha da CSN, Companhia Siderúrgica Nacional. A região está entre as mais afetadas pelas fortes chuvas dos últimos dias, com volumes que ultrapassaram os 100 milímetros.
O ministro de Ministério Minas e Energia, Alexandre Silveira, determinou à Agência Nacional de Mineração a adoção imediata de medidas para garantir a segurança das comunidades e a proteção do meio ambiente.

Foto: Reprodução – barragem MG



