O Governo de Cuba advertiu que a partir do dia 09 de fevereiro, as companhias aéreas internacionais que operam na ilha vão ficar sem combustível para aviões. O corte deve-se ao boicote petrolífero dos Estados Unidos da América (EUA), como confirmado por duas fontes à agência espanhola EFE e noticiado pela Lusa.
As principais companhias aéreas afetadas são as americanas, espanholas, panamianas e mexicanas, sendo que a maioria dos voos que ligam a ilha ao exterior cobrem rotas para a Flórida, nos Estados Unidos (Miami, Tampa, Fort Lauderdale); Espanha (Madrid); Panamá (Cidade do Panamá) e México (Cidade do México, Mérida, Cancún). O país conta ainda com ligações regulares com Bogotá (Colômbia), Santo Domingo (República Dominicana) e Caracas (Venezuela).
A situação, não sendo inédita em Cuba, já foi resolvida em circunstâncias passadas com o reajuste de rotas, através de paragens extra para reabastecimento no México ou na República Dominicana.
O Governo cubano anunciou na semana passada um plano de emergência para tentar sobreviver sem importações de crude e derivados, que incluía o fim da venda de gasóleo, a redução do horário de hospitais e escritórios estatais e o encerramento de alguns hotéis. As unidades hoteleiras afetadas localizam-se sobretudo em Varadero e no norte de Cuba, incluindo cadeias hoteleiras como a Meliá, Iberostar e Blue Diamond.
Recorde-se que a 29 de janeiro o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem presidencial que ameaçava com tarifas aduaneiras os países que fornecessem petróleo a Cuba, alegando que a ilha representa um perigo para a segurança nacional do seu país, sem fundamentar.
O país produz apenas um terço das suas necessidades energéticas, recorrendo a importações da Venezuela – que em 2025 representaram cerca de 30 % do total – e, em menor medida, do México e da Rússia.
O México, através da presidente Claudia Sheinbaum, anunciou que o país continua a negociar uma eventual entrega de petróleo a Cuba sem ser alvo de sanções por parte dos Estados Unidos. Está ainda a fazer chegar a Cuba, a bordo de dois navios de apoio logístico da sua marinha nacional, mais de 814 toneladas de alimentos destinados à população cubana.
Por: Lusa, via Expresso



