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Assinada ordem para a construção de aeroporto internacional em Santo Antão em Cabo Verde

O futuro aeroporto internacional de Santo Antão, cujo memorando de entendimento acaba de ser assinado entre o Governo de Cabo Verde e a Vinci Airports, vai custar 212 milhões de euros. O pacote da primeira fase representa um investimento de 70 milhões de euros e a segunda fase, 142 milhões.

O Primeiro-Ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, que presidiu o ato de assinatura do acordo de financiamento entre o governo, a CV Airports, que integra a Vinci o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, afirmou que a decisão resulta de um processo bem estudado.

“Estamos a cumprir não uma promessa, estamos a cumprir algo que foi pensado, foi muito refletido, foi estudado, foi objeto de um conjunto de estudos prévios para chegarmos a este momento”, afirmou o chefe do governo, para indicar que se trata de uma opção estratégica de ligar a ilha de Santo Antão ao mundo, diretamente através de transportes aéreos e a essa ligação com o mundo.

Ulisses Correia e Silva frisou que “as ilhas não competem, complementam-se”, sublinhando que há operadores turísticos de referência já posicionados, aguardando a melhoria da conectividade para avançar com investimentos hoteleiros.

O pacote da primeira fase representa 70 milhões de euros e a segunda fase, 142 milhões. “Por detrás de cada euro está mais do que infraestrutura: está a criação de condições para termos aeroportos modernos, funcionais, seguros, com boa qualidade de serviço, capazes de deixar boa impressão a quem chega e a quem parte”, declarou o Primeiro-Ministro.

De acordo com os estudos técnicos já realizados, o novo aeroporto internacional de Santo Antão vai ser implantado na zona de Casa do Meio, a cerca de 7km da cidade do Porto Novo. A infraestrutura é vista como estratégica para reforçar a conectividade da ilha, impulsionar o turismo e dinamizar a economia local, como avançou o primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva.

“Vai haver mais fluxo, vai haver mais procura, vai haver mais oferta, mas a característica essencial de uma ilha que oferece turismo da natureza, um turismo de relax, um turismo de cultura, um turismo onde as pessoas se possam sentir bem, vai se manter”, afiançou.

Com a assinatura do memorando está assim dado o primeiro passo para a construção do aeroporto de Santo Antão, conforme garantiu o diretor Executivo de concessões da Vinci Airports, Nicolas Notebaert, ao anunciar o arranque de um estudo de concepção, financiamento e viabilidade dessa infraestrutura aeroportuária, devendo os resultados serem apresentados nos próximos meses.

A VINCI Airports é atualmente a concessionária da gestão dos aeroportos de Cabo Verde. Nos dois anos e meio de parceria já investiu mais de 70 milhões de euros em obras nos aeroportos nas ilhas do Sal, Boa Vista, Santiago e Fogo, estando previsto mais um investimento de 142 milhões de euros no projeto de modernização do setor aeroportuário nacional. O projeto a ser implementado ao longo de três anos inclui ampliações dos terminais, novas áreas comerciais e melhorias operacionais importantes, como a extensão da pista na Boa Vista, Sal, Praia, São Vicente, São Filipe, São Nicolau e Maio. Cada aeroporto beneficiará também de instalações melhoradas, estações de tratamento de resíduos e de tratamento de águas residuais.

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