Uma vez que o Médio Oriente serve como um importante centro de trânsito para visitantes que viajam para as Maldivas chegados da Europa e de outras regiões, o arquipélago tornou-se particularmente vulnerável devido à interrupção do espaço aéreo de vários dos países abrangidos pelo conflito armado, o que reduziu em 21% as chegadas ao destino.
Para contrariar essa situação, o país direciona os seus esforços para trabalhadores remotos, criadores de conteúdo e turismo de nicho para revitalizar o setor.
O ministro do Turismo e do Meio Ambiente, Thoriq Ibrahim, afirmou que as autoridades estão a trabalhar para expandir o atual sistema de visto de 30 dias na chegada, a fim de facilitar as prorrogações, além da introdução de duas novas categorias: um “Visto de Trabalho Remoto” e um “Visto de Criador de Conteúdo”.
Numa conferência de imprensa do comité ministerial sobre as consequências económicas da guerra, Thoriq afirmou que a iniciativa visa reposicionar as Maldivas como um destino para estadias mais longas.
As autoridades afirmam que essa mudança pode ajudar a manter os níveis de ocupação em pousadas e pequenos operadores turísticos, que são mais sensíveis a flutuações de curto prazo no número de chegadas.
Em paralelo, o governo está a explorar a diversificação de sua oferta turística. Os planos incluem a expansão de atividades como pesca desportiva, pesca grossa e mergulho, tanto técnico quanto recreativo, como parte dos esforços para aumentar o apelo do país para além do turismo tradicional de resorts de luxo.
Thoriq também anunciou que as Maldivas irão suspender uma proibição de décadas à pesca submarina — em vigor há cerca de 40 anos — como parte do seu esforço para desenvolver segmentos de turismo de nicho.
O governo está a trabalhar em medidas para atrair superiates fretados e facilitar o acesso de pesquisadores que desejam estabelecer-se nas Maldivas, sinalizando uma estratégia mais ampla para diversificar o perfil dos visitantes face à atual incerteza global.



