A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) reconheceram as ações da Latam e do Aeroporto de Florianópolis (SC), operado pela Zurich, como as melhores práticas de acessibilidade do setor aéreo brasileiro no Prêmio Acessibilidade e Inovação 2026.
A entrega dos troféus ocorreu na terça-feira, 24 de março, em Brasília (DF), durante a cerimônia da 11ª edição do Prêmio Aviação + Brasil, evento realizado pelo MPor em parceria com a Anac e o grupo Brasil Export.
A diretora da Agência, Mariana Altoé, destacou o engajamento do setor aéreo no aprimoramento do atendimento ao passageiro com necessidade de assistência especial (Pnae). “Fazemos questão de todo ano trazer essa celebração e incentivar que boas práticas sejam disseminadas e incorporadas por outras empresas, para ampliarmos, de fato, o acesso da nossa aviação civil”, ressaltou.
Iniciativas vencedoras
Na categoria empresa aérea nacional, a Latam levou o prêmio com a iniciativa “Latam Acessível – Plataforma de Intérpretes de Libras”. Desenvolvida em parceria com a empresa Icom, a solução digital viabiliza o atendimento direto em Língua Brasileira de Sinais (Libras) por meio de interpretação remota, em tempo real, via videochamada. O serviço já está disponível em mais de 40 aeroportos, 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Já na categoria operador aeroportuário, o troféu foi para o Floripa Airport pelo projeto “Mapa Digital”. A ferramenta permite ao passageiro localizar portões de embarque, sanitários acessíveis, elevadores e serviços do terminal, além de oferecer orientação de rotas internas e leitura de informações de voos em Libras. Compatível com recursos assistivos nativos de dispositivos móveis, como leitores de tela, ampliação de texto e ajustes de contraste, a solução atende pessoas com deficiência visual, limitações cognitivas, mobilidade reduzida e surdas.
Sobre o Prêmio Acessibilidade e Inovação
Em 2026, o prêmio chegou à 3ª edição e recebeu 17 inscrições, distribuídas em três categorias: operador aéreo nacional, operador aéreo estrangeiro e operador aeroportuário. Os projetos foram avaliados por uma comissão, com base em quatro critérios: resultados obtidos, grau de inovação, potencial de replicabilidade e uso eficiente dos recursos empregados. Não houve vencedor na categoria operador aéreo estrangeiro.
O objetivo é reconhecer e incentivar iniciativas de aeroportos e empresas aéreas que geram melhorias efetivas na experiência de passageiros com necessidade de assistência especial em toda a jornada — antes, durante e após o voo. A premiação integra o portfólio do Programa Asas para Todos, reforçando o compromisso da Anac com acessibilidade, inclusão, diversidade e formação profissional no setor aéreo.



