A diminuição do interesse de turistas internacionais pelos Estados Unidos não para de crescer. De acordo com os dados mais recentes do Escritório Nacional de Viagens e Turismo (NTTO), o país registou 5,41 milhões de chegadas internacionais em janeiro de 2026, o que representa uma queda de 3,5% face ao mês homólogo, e marca o nono mês consecutivo de quebra para esse indicador, uma perda de receita que preocupa os profissionais do turismo norte americano.
Durante todo o ano de 2025, as chegadas internacionais diminuíram entre 5,5% e 6,3%, segundo diversas fontes (Oxford Economics, US Travel Association). Os Estados Unidos são, assim, o único país com uma economia turística desenvolvida a apresentar descidas na sua atividade, num contexto global que, ainda assim, é favorável ao setor (+4%, segundo a ONU Turismo).
Os números do estratégico mercado canadiano, em 2025, desceram 25,7%, segundo a Oxford Economics, e foram ultrapassados pelos do México. E a tendência continua: as chegadas de mexicanos (1,81 milhões) ultrapassaram as do Canadá (1,19 milhões) em janeiro de 2026.
Os motivos para o declínio do turismo internacional nos Estados Unidos são apontados pelos analistas devido a vários fatores: o aumento do preço do ESTA, a retórica agressiva de Donald Trump, a inflação, as controvérsias sobre o possível monitoramento das redes sociais dos viajantes, o aumento das taxas de visto, a paralisação nas passagens de fronteira dos aeroportos e a prorrogação da proibição de viagens.
Por outro lado, as perdas para a indústria do turismo nos EUA, segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), chegam aos 12,5 mil milhões de dólares. Também a Associação de Viagens dos EUA está preocupada com as consequências para o emprego no país, embora o turismo gere 15 milhões de empregos.



