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Reinício de decolagem: voos de Confins para os EUA por empresa ‘low-cost’ animam o turismo mineiro

O anúncio do início das vendas, nesta semana, de passagens aéreas diretas de BH para Boston, Miami e Nova York, nos EUA – os voos, pela norte-americana low-cost (baixos custos) Eastern Airlines, serão inaugurados em Confins em 28 de junho – foi como um banho de otimismo para um dos setores mais castigados pela pandemia no Estado: o de turismo. 

Segundo o presidente da seção mineira Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav-MG), Alexandre Brandão, a iniciativa, negociada em conjunto pelo governo estadual e a BH Airport, concessionária do terminal internacional de BH, deve revitalizar os negócios no segmento – que teve 30% das agências fechadas em Minas, desde março passado, e centenas de empregos perdidos.


Além de preço menor, Eastern Airlines oferece 32 kg de bagagem gratuitos, assim como transporte de pets e de material esportivo


Além disso, a expectativa é de que cresça a importância de Confins no contexto nacional e sul-americano. “Hoje, temos apenas Guarulhos como hub, porque o Galeão, no Rio, praticamente acabou. Os voos da Eastern, que passa a ter BH e Montevidéu como seus dois novos destinos no continente, depois de Assunção, servirão como início da consolidação definitiva da capital mineira como hub sul-americano”.

Brandão lembra ainda que, somadas à celeridade da vacinação contra a Covid-19, outras iniciativas tendem a tirar muita gente do setor do buraco. Exemplos disso são o início, em breve, das operações da Itapemirim Transportes Aéreos (ITA); o projeto de criação de um terminal intermodal (rodoviário e aéreo) em Confins e o apoio governamental ao turismo, como uma linha específica do Pronampe, que deve sair do papel na semana que vem. 

“Assim esperamos, porque os donos de agências estão com faturamento zero há mais de um ano”, afirma ele.


Foco

Conforme o vice-presidente da Eastern Airlines, Joshua Bustos, o foco da empresa, no momento, é de fato voltado a Minas. “BH não é atualmente servida por outras companhias e queremos preencher esse ‘gap’ que as rotas entre Brasil e Estados Unidos ainda têm, como focar em outras grandes cidades brasileiras e planejar voos diretos para outros destinos norte-americanos que não são atendidos diretamente”, ressalta o executivo.

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