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Amadeus, maior plataforma de turismo e viagens, diz estar otimista para retomada

A maior plataforma digital de turismo do mundo a Amadeus informou que está otimista em relação à evolução próxima do mercado, salientando que junho já foi o melhor mês desde o início da pandemia, em inícios de 2020.

Com base nas tendências “já vistas no primeiro trimestre, as reservas aéreas e os passageiros embarcados têm melhorado gradualmente em cada mês e aceleraram em Junho”, diz uma mensagem do seu CEO, Luis Maroto.

A mensagem é citada em comunicado a divulgar os resultados do primeiro semestre, no qual a companhia revela ter registado quebras em relação ao período homólogo de 2019, pré-pandemia, de 60,3% em receitas e 83,2% no EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e provisões).

Maroto realça que em simultâneo com o melhor desempenho operacional, o Amadeus tem mantido o seu desempenho comercial, com a assinatura de 37 novos contratos e renovações no negócio da Distribuição, que diz respeito ao processamento de reservas de agências de viagens, principalmente de voos, mas também de alojamento e outros serviços turísticos.

Maroto destaca ainda que o Amadeus tem feito progressos no desenvolvimento da sua estratégia NDC, novo standard promovido pela IATA, e na área de IT Solutions, que trata principalmente de soluções para companhias aéreas, designadamente do Altéa, de gestão de passageiros de companhias de aviação, entre as quais a TAP.

“Expandimos o nosso portfólio de clientes e vimos uma continuada procura de desenvolvimento de parcerias”, especificou o executivo, que a concluir a sua mensagem expressou “otimismo” em relação aos próximos meses, à medida que a vacinação contra a covid-19 progride, que são levantadas as restrições às viagens e que o “sentimento” dos viajantes continua a progredir.

“Isto deverá traduzir-se numa recuperação mais consistente e forte”, acrescentou.

O balanço do Amadeus indica que teve redução das reservas de agências processadas em 60,3%, com -56% no segundo trimestre, depois de -64,7% no primeiro, e no processamento de passageiros aéreos registou uma queda em 73,7%, com – 67,6% no segundo trimestre, depois de -79,2% no primeiro.

A companhia especificou que no primeiro semestre processou 80,8 milhões de reservas aéreas de agências de viagens, em alta de 22,7% em relação ao mesmo semestre de 2020, mas em quebra de 73,7% em relação a 2019.

Em reservas não aéreas, seja de hotéis, rent car e outros serviços, o Amadeus processou 12,9 milhões, em queda de 24,3% em relação a 2020 e de 62% em relação a 2019.

Em passageiros de companhias aéreas embarcados, o Amadeus indica um total de 292,1 milhões no primeiro semestre deste ano, -29,6% que em 2020 e -69,2% que em 2019.

Dessa forma, o seu negócio da Distribuição teve 460,1 milhões de euros de receitas, +4,2% que há um ano mas -71,9% que pre-pandemia.

O negócio IT Solutions, por sua vez, gerou 660,9 milhões de euros de receitas, -21,3% que no mesmo período de 2020 e -44,4% que em 2019.

A sua receita total no semestre foi, portanto, de 1.121 milhões de euros, em queda de 60,1% com o início da pandemia e a companhia, que era reconhecidamente uma das mais lucrativas do mundo teve um prejuízo no semestre de 130,3 milhões de euros, ainda assim melhor que o prejuízo de 196,9 milhões no semestre homólogo de 2020, mas longe do lucro de 666,7 milhões nos primeiros seis meses de 2019.

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