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Porque as passagens aéreas estão tão caras

“Há diferentes variáveis que contribuem para a composição do preço de uma passagem aérea”, explica Gustavo Vedovato, country manager do Kayak no Brasil. A principal é o querosene de avião (QAV), que representa quase um terço dos custos do voo. O item ficou 30% mais caro no último trimestre de 2021, como destaca a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A turbulência aumentou com a Guerra na Ucrânia. Entre janeiro e maio deste ano, o valor do combustível decolou 64,3%, conforme um levantamento da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR). E o preço do QAV não parou de subir. No início de junho, a Petrobras anunciou reajuste de 11,4% no preço médio cobrado nas refinarias pelo insumo para aviação.

A variação cambial também contribuiu, uma vez que mais da metade dos custos do setor aéreo está atrelada ao dólar. A moeda norte-americana valorizou 38,7% sobre o real nos cinco primeiros meses de 2022. A pressão da demanda sobre a oferta e a reorganização da malha aérea também são fatores que colaboram com o aumento.

Trechos que subiram mais do que a média

Em alguns voos, os bilhetes aéreos apresentaram alta maior em comparação com os valores de julho entre 2019 e 2022, considerando a média de buscas realizadas pelos usuários do Kayak a partir de todos os aeroportos nacionais.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), em meio a alta de casos positivos de Covid-19 em diversas partes do mundo, atualizou seus avisos de viagem para vários países. Os principais hubs europeus, como França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Holanda, Noruega, Espanha e Reino Unido permaneceram no Nível 3, de alto risco para Covid-19, que agora conta com novos países, como Brasil, Canadá, Costa Rica, Malásia, México, Coreia do Sul e Tailândia.

Além disso, dois países europeus, Romênia e Suécia, agora estão no nível “Nível 2: Covid-19 Moderado”, o que significa que relataram apenas 50 a 100 casos de Covid-19 por 100 mil residentes nos últimos 28 dias. A eles se juntam outros países como Bolívia, Etiópia, Quênia e Marrocos, agora também no Nível 2.

Vários países também passaram a fazer parte do “Nível 1: baixo risco para Covid-19”, o que significa que tiveram 49 ou menos novos casos por 100 mil habitantes nos últimos 28 dias.

PREÇO DAS PASSAGENS AEREAS

Apesar da alta de preços, houve aumento de buscas para julho de 2022 em relação ao mesmo período antes da pandemia de covid-19, em 2019. De acordo com o portal Kayak, o salto foi registrado tanto para destinos internacionais, como Londres (Inglaterra) e Lisboa (Portugal), quanto nacionais, a exemplo de Porto Alegre (RS) e Natal (RN).

O mercado tem uma demanda reprimida, pois as pessoas ficaram praticamente dois anos dentro de casa”, afirma Deborah Daloia, head de Inter Travel. A procura por orçamentos de viagens para as férias do meio do ano, por exemplo, cresceu 54% em comparação a 2021, segundo a agência CVC Viagens.

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