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Prejuízos da TAP caem no segundo semestre

Os resultados da TAP referente ao primeiro semestre de 2022 demonstram uma recuperação da companhia aérea, tendo atingido receitas de 1,321 mil milhões de euros, representando um aumento de 245% face a igual período de 2021, período em que a transportadora atingiu os 383,1 milhões de euros. Nestes primeiros seis meses do ano, a TAP transportou mais de 5,8 milhões de passageiros, o que compara com os 1,3 milhões de período homólogo de 2021, correspondendo a um aumento de mais de 4,5 milhões de passageiros.

Já no que diz respeito aos resultados líquidos do período em análise, os resultados da TAP mostram uma diminuição dos prejuízos em 59% face aos primeiros seis meses de 2021, altura em que o valor superava os 493 milhões de euros.

Maior diferença assinala, contudo, o EBIT (resultado operacional), já que passou de 377,4 milhões de euros negativos no primeiro semestre de 2021 para 4,4 milhões nos primeiros seis meses do presente exercício, ou seja, um crescimento de 101,2%.

Quanto aos resultados do 2.º trimestre deste ano, a companhia aérea nacional assinala um rendimento operacional de 830,6 milhões de euros, o que contrasta com os 233,2 milhões de há um ano, destacando a companhia que “as receitas atingiram 99% do seu nível pré-crise” (abril a junho de 2019).

“O segundo trimestre registou uma procura muito saudável e receitas por passageiro mais elevadas, o que nos permitiu compensar o aumento nos custos, assinala Christine Ourmières-Widener, CEO da TAP. Contudo, a responsável pela companhia aérea nacional destaca que “o contexto continua difícil e as perspetivas de procura para o quarto trimestre e próximo ano mantém-se incertas”, frisando que “a execução do plano de restruturação continua a ser fundamental”.

Mas se as receitas operacionais aumentaram, também os gastos operacionais registaram uma subida, passando de 382,8 milhões no segundo trimestre de 2021 para 764,1 milhões no mesmo período de 2022, muito devido ao aumento dos custos operacionais de tráfego e de combustível.

Só no combustível, no segundo trimestre deste ano, os custos aumentaram em 217,5 milhões de euros, numa base anual, para 277 milhões, perto de cinco vezes o valor do segundo trimestre de 2021.

A TAP considerou que os resultados da companhia no primeiro semestre são “melhores do que o previsto no plano de reestruturação”. “Estamos melhor do que o plano, com a recuperação do tráfego e com a ‘yield’ [rendimentos] a mostrar uma boa ‘performance’”, disse Christine Ourmières-Widener.

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