NEGÓCIOS

Ações da Azul disparam após balanço e acordo com arrendadores

As ações da Azul (BVMF:AZUL4) disparavam na manhã desta segunda-feira, 06, após a companhia anunciar que firmou com sucesso acordo comercial com arrendadores, em dia em que divulgou balanço com resultado líquido positivo, mas prejuízo no critério ajustado. Os papéis subiam 20% às 11h10 (de Brasília), cotados a R$8,70.

Após a divulgação do acordo, o Citi classificou o acordo com fato de extrema importância, representando um voto de confiança de longo prazo para geração de caixa, e manteve a recomendação de compra para os ADRs da Azul (NYSE:AZUL), com preço-alvo a US$ 13.

O Goldman Sachs (NYSE:GS) concordou que o acordo deve ser positivo para a empresa, mas manteve classificação neutra, pois enxerga melhor relação risco/retorno em outras ações de sua cobertura. O preço-alvo é de US$9,10 para ADRs e R$16,40 para ações preferenciais na B3 (BVMF:B3SA3).

“Como resultado dessas negociações, a Azul destacou que sua expectativa original de consumo de caixa em 2023 agora será eliminada”, reforçam os analistas Bruno Amorim, Joao Frizo e Guilherme Costa Martins.

A maior companhia aérea do Brasil em número de voos e cidades atendidas informou hoje que firmou acordos com os arrendadores representando mais de 90% do seu passivo de arrendamento, sujeitos a condições e aprovações aplicáveis.

“Estes acordos representam uma parte significativa de um plano abrangente que visa fortalecer a geração de caixa da Azul, e melhorar a estrutura de capital, além de entregar aos arrendadores 100% dos valores previamente acordados, através de uma combinação de dívida de longo prazo e ações precificadas sobre um balanço patrimonial reestruturado”, informou a Azul.

Assim, os arrendadores reduzirão os pagamentos, mas receberão um título de dívida negociável com vencimento em 2030 e ações precificadas segundo a nova geração de caixa da Azul e redução em seu risco de crédito. 

“A celebração desses acordos demonstra um enorme sucesso em nossa abordagem. Os arrendadores reconheceram que apoiar a Azul é uma decisão empresarial inteligente que maximiza sua receita, mas ainda assim nos sentimos honrados e gratos pelo seu valioso apoio. Nenhuma aeronave saiu da nossa frota durante essas negociações e, na verdade, nossos parceiros nos entregaram 12 novas aeronaves adicionais nos últimos cinco meses”, completou.

Resultado

A companhia aérea reportou também nesta segunda-feira, 06, um prejuízo líquido ajustado de R$610,5 milhões no quarto trimestre de 2022, considerando resultados não realizados de derivativos e taxa de câmbio, um aumento de 40% do desempenho negativo em relação aos mesmos três meses de 2021. O resultado líquido do período, com despesas com debêntures conversíveis, foi de R$231,2 milhões, revertendo resultado negativo de R$945,7 milhões do mesmo período de 2021.

A receita operacional do quarto trimestre atingiu novamente níveis recordes. A receita total chegou a R$4,5 bilhões, 36,9% acima do 4T19 e 19,4% acima do mesmo período de 2021. Em 2022, a receita operacional totalizou R$15,9 bilhões, 39,4% acima de 2019 e 59,9% superior à registrada no ano de 2021.

O EBITDA foi de R$1,097 bilhão nos últimos três meses de 2022, com margem de 24,6%. O EBITDA apresentou alta de 6,9% comparando com o quarto trimestre de 2021.

“Continuamos expandindo as nossas margens mesmo com o preço do combustível subindo 116% em relação ao 4T19 e 43% em relação ao 4T21. Isso demonstra claramente a força do nosso modelo de negócios e nossa capacidade de criar vantagens competitivas sustentáveis. Encerramos 2022 com liquidez imediata de R$ 2,5 bilhões e, incluindo aplicações financeiras e recebíveis, depósitos em garantia e reservas, nossa liquidez total foi de R$ 5,9 bilhões”, informou a companhia em release de resultados.

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