A relatora da comissão parlamentar de inquérito (CPI) da TAP, Ana Paula Bernardo, afirmou que o documento apresentado é sobre a empresa aérea, rejeitando que o mesmo seja um “diário” do que se passou na CPI ao longo dos últimos meses, motivo pelo qual ficaram de fora alguns temas polêmicos. Ela acrescentou ainda que o texto se trata de uma “versão provisória” do relatório.
“Este é um relatório sobre a TAP. Foi esse o mandato e foi essa a missão que nos foi dada”, disse Ana Paula Bernardo, que é deputada do Partido Socialista (PS), revelando que foram “discutidos na comissão um conjunto de acontecimentos que não dizem respeito ao objeto da TAP e muitos não são da competência de um inquérito parlamentar”, explicando assim o motivo pelo qual há temas polêmicas que ficam de fora do relatório.
O relatório preliminar da comissão de inquérito sobre a TAP só menciona uma vez o nome de Frederico Pinheiro, opção justificada pela deputada socialista relatora para evitar a “contaminação” por situações fora do objeto dos trabalhos.
A relatora da comissão de inquérito à TAP afirmou ainda que a indenização indevidamente paga à ex-administradora Alexandra Reis é o único caso deste tipo enquanto empresa pública desde 2020, “ao contrário do que alguns pretenderam fazer passar”.
Quanto ao relatório, Ana Paula Bernardo explicou como é que o documento está estruturado, sendo que vale referir que o mesmo tem 180 páginas. “A minha opção foi procurar responder, ponto a ponto, as alíneas do nosso mandato”, adiantando que é por esse motivo que “há seis pontos”.
A apreciação do relatório em plenário da Assembleia da República deverá acontecer em 19 de julho, na última reunião com votações desta sessão legislativa, e os partidos podem apresentar propostas de alteração em comissão até ao próximo dia 10.



