Os tripulantes de cabine da easyJet voltam esta sexta-feira, 21 de julho, a início um novo período de greve, que se prolonga até terça-feira, 25 de julho, reivindicando condições semelhantes às dos tripulantes das bases da companhia aérea noutros países.
A greve, agendada pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), foi convocada depois dos tripulantes de cabine da easyJet em Portugal terem recusado a proposta salarial da companhia aérea.
Os dirigentes sindicais acusam a easyJet de “precarização e discriminação” face aos outros países e exigem aumentos salariais, bem como melhores condições de trabalho.
“Não é justo que um tripulante em Portugal ganhe menos 67% do que um tripulante em França ou na Alemanha. Não é o nível de vida de Portugal comparado com França que justifica esse diferencial. Estamos a falar de uma das bases mais rentáveis, rede essa que teve lucro no primeiro trimestre de 228 milhões. Os lucros têm de acompanhar as condições dos trabalhadores”, disse Ricardo Penarróias, presidente do SNPVAC.
Esta é a terceira greve dos tripulantes de cabine da easyJet em Portugal em cerca de três meses, depois de uma paralisação em abril e outra no fim de maio e início de junho, reivindicando condições semelhantes para os tripulantes das bases portugueses às dos das bases noutros países.
Em consequência desta paralisação, esperam-se que vários voos da companhia aérea sejam cancelados ao longo dos cinco dias de greve, com as rotas para a Madeira, Londres, Paris, Genebra e Luxemburgo a apresentaram-se como as mais afetadas.



