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Recife celebra tradicional Queima da Lapinha no próximo dia 6 de janeiro no Pátio de São Pedro

Para espalhar centenas de esperanças nos ventos do ano novo, o Recife confirma uma de suas mais antigas tradições culturais na próxima terça-feira (6), Dia de Reis. Importante celebração da cultura popular nordestina, a Queima da Lapinha acontece no Pátio de São Pedro, encerrando simbolicamente o ciclo natalino e abrindo alas para os preparativos e festejos de Momo na cidade de tantos ritmos e ritos.

A concentração será a partir das 16h, na Rua Nova, em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares. De lá, o cortejo azul e encarnado seguirá pela Dantas Barreto, passando em frente à Igreja Nossa Senhora do Carmo até o Pátio de São Pedro, onde a Lapinha será queimada. O evento vai reunir 15 pastoris, além de 3 orquestras, para consagrar ao fogo os desejos e expectativas para 2026, que já chega com pressa para pular Carnaval. O homenageado de 2026 será o Pastoril menino Jesus da Vovó Bibia, fundado em 1986, pela artista popular Severina Araújo Brito, a vovó Bibia. Coordenado por Aparecida Brito, a agremiação é composta por 18 integrantes. 

Participarão do cortejo, além do homenageado, os pastoris Sereias Teimosas, Sonho de uma Adolescente, Angel de Brasília Teimosa, Brincantear, Estrela Brilhante, Estrela do Mar, Giselly Andrade, Jardim da Alegria, Lindas Ciganas, Luz do Amanhecer, Tia Nininha, Viver a Vida 3ª Idade, Vovó Alzira e Nossa Senhora do Rosário. O cortejo de pastoras, dianas e borboletas será embalado pelas orquestras Frevo Mix, 19 de Fevereiro e Mendes e sua Orquestra. Abrindo alas para o ciclo carnavalesco, participarão também da festa o Bloco da Saudade e o grupo Inclusão Cia de Dança.

Sobre a Queima da Lapinha – Trazida pelos jesuítas nos idos do século XIX, a tradição tem seu simbolismo relacionado à manjedoura onde nasceu o Menino Jesus e ao dia em que ele foi visitado pelos três reis magos. Feita de folhagens secas e incensos, a Lapinha é queimada para consagrar ao fogo esperanças e desejos para o ano que se inicia. Antes da queima, o público será convidado a escrever pedidos em pequenos pedacinhos de papel, que são colocados na Lapinha e consagrados ao fogo do futuro que começa todo ano.

Brincadeira popular das mais bonitas do calendário nordestino, a Lapinha encerrará o ciclo natalino, que acendeu a cidade toda, com decoração na Rio Branco e Rua Bom Jesus, na Avenida Boa Viagem, na Agamenon Magalhães e nos parques Tamarineira e Graças, além da Praça do Líbano, espalhando mais de quatro milhões de luzes de LED e quase 100 atrações e apresentações culturais pelas ruas do Natal recifense.

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