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Brasil foca em parcerias estratégicas com Argentina e Chile para fortalecer o turismo na América do Sul

A Embratur realizou reuniões bilaterais estratégicas com Argentina e Chile, durante a Feira Internacional de Turismo (FITUR), na Espanha. O objetivo é reforçar a promoção internacional conjunta de atração de turistas para a América do Sul, oferecendo possibilidades de inclusão de mais de um país em seus roteiros. 

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, e o ministro do Turismo do Brasil, Gustavo Feliciano, se encontraram com o secretário de Turismo, Ambiente e Esportes da Argentina, Daniel Scioli e com a subsecretária de Turismo do Chile, Verónica Pardo Lagos. Na ocasião, as autoridades celebraram os números recordes de turistas circulando entre os três países e acordaram novas medidas para ampliar a conectividade aérea, facilitando o acesso de visitantes vizinhos aos destinos brasileiros.

Para Marcelo Freixo, a união no bloco é fundamental para o posicionamento global. “Defendemos esse trabalho em parceria com nossos vizinhos do continente. Integramos o mesmo bloco comercial do Mercosul, cada vez mais fortalecido, o que favorece muito a construção de estratégias conjuntas. Em vez de competir, todos saem ganhando trabalhando juntos para que esse turista estrangeiro venha em cada vez maior volume, gerando renda e estimulando a economia de nossos países”, salientou.

De olho na China

Uma das decisões estratégicas tomadas durante o encontro foi a atuação conjunta na próxima ITB China, principal feira de turismo B2B do país asiático. Tendo em vista que o turista chinês normalmente busca conhecer múltiplos países ao viajar para a América do Sul, Brasil, Argentina e Chile apresentarão roteiros integrados a esse público. 

Além disso, Foz do Iguaçu (PR) foi destacada como destino-chave e porta de entrada para essa sinergia operacional devido ao seu já expressivo volume de turistas asiáticos.

Sol, neve e forró

Como atrativo para a ação, o Brasil reforçou a promoção do São João do Nordeste, aproveitando o aumento da malha aérea na região para oferecer o produto como alternativa cultural de peso para argentinos e chilenos. Em contrapartida, os países vizinhos destacaram suas temporadas de neve como pontos complementares de interesse para o público brasileiro.

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