O sistema eletrônico de autorização de entrada pré-viagem, introduzido pela primeira vez em 2023, é atualmente obrigatório para viajantes de países que não necessitam de visto para visitar o Reino Unido, incluindo cidadãos dos Estados-Membros da União Europeia e de outros países, como os Estados Unidos, Austrália, Hong Kong e Singapura.
No ano passado, o Reino Unido aumentou a taxa da ETA em 60%, de 10 (11,5 euros) para 16 libras (18,5 euros), tendo o novo valor entrado em vigor em abril de 2025.
De acordo com uma nota informativa do Home Office (o equivalente ao Ministério da Administração Interna), o Governo pretende aumentar novamente o custo da ETA em mais 4 libras (4,5 euros), para 20 libras (23 euros). Embora ainda não tenha sido indicada uma data para esta alteração, o aumento mais recente necessita de aprovação parlamentar.
“Tal como acontece com todas as nossas taxas, o custo da ETA é regularmente revisto, e tencionamos aumentar o valor da ETA para 20 libras no futuro”, lê-se no comunicado do Home Office.
A ETA permite múltiplas entradas no Reino Unido para estadias até seis meses, ao longo de um período de dois anos ou até ao termo do passaporte do viajante, indicando o Governo que foram concedidas 19,6 milhões de ETAs nos primeiros dois anos do sistema, até ao final de setembro de 2025.
Outra alteração, que entra em vigor a partir de 25 de fevereiro, impedirá os visitantes elegíveis que não possuam uma ETA de embarcar no seu meio de transporte com destino ao Reino Unido.
Os viajantes que realizem voos de ligação em aeroportos britânicos e passem pelo controlo de passaportes do Reino Unido continuam a necessitar de uma ETA, exceto se estiverem em trânsito nos aeroportos de Londres Heathrow ou Manchester e não atravessarem a fronteira britânica.
O Governo do Reino Unido pretende igualmente aumentar o custo do visto de visitante com validade de dois anos, de 475 para 506 libras, para viajantes que não se qualifiquem para a ETA.
Para Joss Croft, diretor-executivo da associação de turismo UKinbound, “o aumento dos custos dos vistos e da ETA arrisca puxar a economia do turismo na direção errada e travar esse crescimento”.
“Os visitantes internacionais têm escolha, e o Reino Unido já apresenta alguns dos custos de entrada mais elevados do mundo. Tornar as visitas ainda mais caras compromete a nossa competitividade e coloca em risco receitas valiosas de exportação. Se o Governo quer que o crescimento seja sentido a nível local, deve repensar estes aumentos e manter o Reino Unido aberto, acolhedor e competitivo”, refere ainda Croft.
De referir que o sistema equivalente dos EUA – o ESTA – também registou recentemente um aumento significativo de preço, quase duplicando de 21 para 40 dólares em setembro de 2025.



