Os Aeroportos da Madeira e do Porto Santo passaram a contar com centrais fotovoltaicas, que vão dar resposta a 25% das necessidades energéticas das infraestruturas, informou a ANA Aeroportos, em comunicado.
A instalação destas centrais fotovoltaicas, realizada em parceria com a SunMind, representa um “investimento estruturante” que, segundo a empresa que gere os aeroportos nacionais, “marca um passo decisivo na estratégia de descarbonização da ANA – VINCI Airports na Região Autônoma da Madeira”.
“Este investimento em energia renovável nos Aeroportos da Madeira e do Porto Santo reforça a visão integrada com que gerimos os aeroportos da região — combinando sustentabilidade, tecnologia e uma cultura de acolhimento que distingue a experiência dos nossos passageiros. Ao produzir energia limpa nos próprios aeroportos, fortalecemos a autonomia energética, apoiamos o desenvolvimento económico local e consolidamos a conectividade de um destino que é estratégico para Portugal”, considera Thierry Ligonnière, CEO da ANA Aeroportos.
No Funchal, o projeto consiste na instalação de coberturas de parque com painéis solares – representando 400 lugares de estacionamento e um total de 2.411 painéis instalados –, que converte áreas existentes “em infraestrutura de produção de energia renovável e reforçando o compromisso com uma operação aeroportuária mais sustentável”.
“A produção de 1,87 GWh vai fornecer 26% do consumo do aeroporto, evitando cerca de 930 tCO₂eq”, explica a ANA Aeroportos, relativamente ao Aeroportos do Funchal, sublinhando que este “projeto demonstra que limitações territoriais não são uma barreira à inovação: ao transformar áreas de estacionamento em zonas produtivas, o Aeroporto da Madeira estabelece um modelo replicável para outros aeroportos insulares”.
Já no que diz respeito ao Aeroporto do Porto Santo, a central instalada no solo com 184 kWp gera 297 MWh por ano e cobre 24% das necessidades de eletricidade do aeroporto, evitando 148 tCO₂eq anualmente, correspondendo a 320 painéis instalados.
“Esta expansão fotovoltaica é determinante para a obtenção do Airport Carbon Accreditation – Level 5 (Net Zero), o nível mais elevado atribuído pelo setor aeroportuário”, sublinha ainda a ANA Aeroportos, considerando que, com estes dois investimentos, “a Região Autõnoma posiciona-se como uma referência no uso inteligente de infraestruturas aeroportuárias para acelerar a transição energética”.



