Os prejuízos na atividade turística em Portugal pioram em 56,5% no mês de junho, nomeadamente pela atenuação da redução de gastos por parte de residentes na Zona Euro.
A informação do Banco de Portugal divulgada na quarta-feira indica que a quebra de gastos por turistas de países de moeda euro foi em Junho de 45,6% face ao mês homólogo de 2019, que compara com decréscimo de 61,6% do total de gastos de residentes em países da União Europeia.
O desempenho por parte do conjunto de turistas residentes em países de moeda euro foi fortemente marcado pelas quebras moderadas de gastos de residentes em Espanha (-25,2%), França (-36,6%), Bélgica (-26,3%) e, especialmente, Luxemburgo, que até tiveram um aumento em 14%.
Já os gastos de residentes no Reino Unido caíram 61,3%, o que não impediu que voltassem a cotar-se em Junho como a primeira fonte de receitas turísticas portuguesas, com 126,56 milhões de euros, à frente de Espanha, com 102,72 milhões, França, com 101,36 milhões, Alemanha, com 82,98 milhões, e Países Baixos, com 30,81 milhões.
Os dados de Junho confirmaram a quebra de relevância dos mercados emissores de fora da Europa, cujos residentes despenderam em Portugal -75,1% que no mês homólogo de 2019, pré-pandemia.
A informação indica que os turistas residentes nos continentes americano, africano e asiático despenderam em Portugal apenas 86,52 milhões de euros, representando 12,6% do total de receitas turísticas portuguesas, quando em Junho de 2019 chegavam a 22,1%, o que por sua vez também evidencia o impacto da travagem da TAP, nomeadamente nas ligações intercontinentais.
Os Estados Unidos como o primeiro emissor de fora da Europa em receitas turísticas, com 28,09 milhões, tendo sido assim apenas o 7º maior emissor, a seguir à Suíça (28,73 milhões).
Angola e Brasil, que já estiveram entre os cinco maiores contribuintes para as receitas turísticas portuguesas, em junho deste ano foram apenas, respectivamente, 11º, com 12,61 milhões, e 13º, com 11,38 milhões, isto devido ao governo que insistem em manter os brasileiros entre na lista de restrições, levando a economia do turismo a falência.
O Reino Unido, primeiro emissor em Junho, representou neste mês 18,4% do total de receitas turísticas portuguesas, à frente de Espanha, com 15%, França, com 14,8%, Alemanha, com 12,1%, e Países Baixos, com 4,1%.
Em Junho de 2019, pré-pandemia, o Reino Unido também tinha sido o primeiro emissor ao gerar 20,7% do total de receitas turísticas portuguesas nesse mês, à frente da Alemanha, com 11,5%, França, com 10,1%, Espanha, com 8,7%, e Estados Unidos, com 8,1%.



