NEGÓCIOS

Turismo e agronegócio puxam crescimento de 9% nos aeroportos do Centro-Oeste no primeiro semestre

Os aeroportos do Centro-Oeste do Brasil movimentaram 11,8 milhões de passageiros no primeiro semestre de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O número representa um crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2024, quando ocorreram 10,8 milhões de embarques e desembarques nos terminais da região. O avanço reflete a força de setores como o turismo, o agronegócio e o polo político-administrativo de Brasília.

Entre os destaques, o Aeroporto Internacional de Brasília lidera o movimento, somando mais de 7,5 milhões de passageiros no semestre, seguido pelos aeroportos de Goiânia, com 1,8 milhão, e de Várzea Grande, em Cuiabá, com 1,2 milhão. Terminais regionais como Campo Grande (MS), Sinop (MT), Bonito (MS), Alta Floresta (MT) e outros também apresentaram alta em relação ao ano anterior, impulsionados por novos voos, expansão do turismo de lazer e negócios, e crescimento do fluxo relacionado ao setor agropecuário.

A diretora de gestão estratégica da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), Thairyne Oliveira, destaca essa importância. “A conectividade do Brasil passa pelo Centro-Oeste, uma região de capitais importantes, marcada pelo turismo e pela força do agronegócio. O aumento na movimentação de passageiros em 2025 reflete a economia aquecida no país, projetando uma evolução positiva e contribuindo para que a aviação civil brasileira alcance resultados ainda melhores nos próximos meses”, disse.

O desempenho positivo é resultado, também, dos investimentos realizados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em infraestrutura aeroportuária. Somente no primeiro semestre de 2025, o MPor destinou R$ 5,6 bilhões para obras, ampliações, modernização de terminais e melhorias nos aeroportos de todas as regiões do país, incluindo aeroportos estratégicos do Centro-Oeste. As intervenções abrangem desde ampliações de pistas até implantação de novos equipamentos de segurança, áreas de embarque e melhorias na acessibilidade, garantindo mais conforto, eficiência operacional e segurança para passageiros e companhias aéreas.

Turismo, negócios e integração
A malha aérea do Centro-Oeste tem papel fundamental na integração nacional. Brasília é um dos principais hubs do país, conectando todas as regiões e servindo de elo entre poder público, setor privado e o turismo de negócios. 
O turismo de lazer também ganha força, com destinos como Bonito, Pantanal e Chapada dos Guimarães, atraindo visitantes de todo o Brasil. O agronegócio, grande motor econômico regional, depende cada vez mais da conectividade aérea para reuniões, eventos e logística de negócios.

Foto: Vosmar Rosa/MPor

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