O Aeroporto Internacional do Recife está recebendo nesta semana, de 13 a 17 de abril, o DetectaTraf Aeroportos, programa de enfrentamento ao tráfico de animais silvestres promovido pela organização internacional Freeland. Com apoio da Aena, maior operadora aeroportuária do Brasil e do mundo, a iniciativa promove treinamentos, reuniões e palestras para capacitar instituições e profissionais da comunidade aeroportuária.
Diretor do Aeroporto do Recife, Lúcio Fonseca destaca a importância do programa para a identificação dos casos desse comércio ilegal. “A Aena está investindo em conhecimento para antecipar riscos e fortalecer a nossa atuação no aeroporto. Capacitar as nossas equipes de segurança e vigilância quanto ao tema é ampliar nossa capacidade de prevenção, protegendo a biodiversidade e agregando valor à operação aeroportuária”, comentou.
Com o objetivo de consolidar uma abordagem integrada, técnica e abrangente, a programação tem a participação de órgãos governamentais, como Polícia Federal, Receita Federal, Ibama e Vigiagro. Estão sendo realizados treinamentos voltados a servidores operacionais e autoridades atuantes no aeroporto, além de um fórum estratégico com lideranças institucionais para discussão de diretrizes e ações coordenadas.
Dentro da comunidade aeroportuária, a iniciativa ofereceu exercícios destinados a Agentes de Proteção da Aviação Civil (Apacs), voltados a companhias aéreas, empresas de manuseio de cargas e bagagens e demais atores relevantes. As atividades abordaram conteúdos como identificação básica de fauna silvestre, métodos de ocultação utilizados no tráfico no modal aéreo e exercícios práticos de detecção, incluindo análise de imagens de raio-X e técnicas de busca pessoal.
Ainda de acordo com Lúcio, com a capacitação dos profissionais que atuam na proteção e vigilância do Aeroporto do Recife, o número de casos identificados pode aumentar. “As estatísticas costumam dizer isso. Quando mais capacitação e preparo, a tendência é de aumentar a identificação dos casos de tráfico de animais silvestres. Esperamos ter mais efetividade no processo de inspeção e segurança aeroportuária para combater esse tipo de crime”, reforçou o diretor.
A diretora-executiva da Freeland, Juliana Machado Ferreira, destacou o esforço da Aena no enfrentamento aos crimes contra a fauna silvestre. “A capacitação para o aumento da detecção do tráfico de fauna e flora é o primeiro passo para um combate mais efetivo a este crime que erode a nossa biodiversidade, rouba nossas riquezas, aumenta o risco de transmissão de doenças, gera sofrimento animal, além de ter conexão com diversos outros crimes. Parabéns à Aena e às instituições envolvidas pelo apoio e participação na iniciativa para trazer mais segurança à comunidade aeroportuária”, disse.



