Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) anunciaram, ontem, 18, restrições de viagens e medidas de triagem reforçadas com o objetivo de impedir que um surto de Ebola na África Central e Oriental se espalhe para os Estados Unidos.
O surto, na República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul, foi declarado uma emergência de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde após a morte de cerca de 90 pessoas. O CDC afirmou que o risco imediato para o público dos EUA é baixo e que nenhum caso foi confirmado nos EUA.
Segundo o CDC, de acordo com uma ordem temporária de saúde pública, pessoas com passaportes que não sejam dos EUA e que estiveram recentemente nesses países podem enfrentar restrições de entrada pelos próximos 30 dias.
A agência também afirmou que intensificará a triagem de saúde pública e o monitoramento de viajantes provenientes de áreas afetadas e que coordenará ações com companhias aéreas, parceiros internacionais e autoridades portuárias para identificar e gerenciar viajantes que possam ter sido expostos ao vírus.
O CDC também afirmou que reforçaria as atividades de resposta à proteção da saúde nos portos, o rastreamento de contatos, a capacidade de testes laboratoriais e a prontidão hospitalar em todo o país.
O surto da cepa Bundibugyo do vírus Ebola pode ter um período de incubação de até 21 dias antes do aparecimento dos sintomas, informou o CDC. A agência mobilizou pessoal do CDC para apoiar os esforços de contenção do surto nas regiões afetadas.



