ALAGOAS

Hotéis iniciam contratação para retomada do turismo

A pandemia do novo coronavírus afeta diretamente toda a cadeia produtiva do turismo em todo o mundo. Em Alagoas, a situação não é diferente. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) do estado, cerca de 2.500 pessoas perderem seus postos de trabalho somente na hotelaria desde o mês de março, porém, com a chegada do verão, a gradual recuperação da malha aérea e a progressiva vinda de turistas para a alta temporada, o setor pode voltar a contratar ainda este ano.

À frente da ABIH/AL, o presidente André Santos conta que há expectativa de retorno de contratação para o setor visando a alta temporada de verão. “A expectativa é que hajam recontratações pontuais neste período, proporcionais à ocupação. Embora não exista ainda uma programação sobre isso, as possibilidades estão sendo analisadas semanalmente, mediante aumento das reservas”, revela.

Para Glênio Cedrim, hoteleiro maceioense e presidente do Maceió Convention Visitors&Bureau, a recuperação gradual da malha aérea, que acontecerá de forma crescente nos próximos meses, colabora para o retomada das oportunidades no setor. “A expectativa é que em dezembro a gente tenha 80% da oferta de assentos que tínhamos pré-pandemia. Isso vai depender também dos voos extras e charters das principais operadoras nacionais. Houve essa redução da oferta de emprego durante a pandemia, muitas empresas reduziram o quadro, principalmente porque a retomada é lenta e gradual, mas acredito que a partir de dezembro e janeiro essa mão de obra volta a ser contratada pela maior parte da hotelaria em Maceió”, explica.

Com grande apelo no turismo regional, o primeiro do segmento que já retoma suas atividades, as cidades do interior do estado podem ter o aquecimento na geração de oportunidades acelerado. “No interior a celeridade [da retomada de oportunidades] pode ser até mais rápida pelo mercado regional, principalmente aos fins de semana, com turistas vindo de Recife, João Pessoa e Aracaju, para essas pousadas de charme do litoral Norte e Sul”, complementa Glênio Cedrim.

Os receptivos turísticos, que trabalham com transporte e passeios de turistas, também sofreram os efeitos da pandemia. Segundo Alejandro Velásquez, diretor da Luck Receptivo de Maceió, 50% dos funcionários tiveram seus contratos de trabalho suspensos. “Nós precisamos demitir metade dos colaboradores para que eles recebessem seguro desemprego neste período. Fizemos isto com a garantia de que seriam readmitidos ao longo desta retomada que tem sido gradual. Até dezembro nós iremos contratar toda a equipe de volta, já que o setor já está retomando suas ações e os turistas voltam a nos visitar”, pontuou. 

Toda cadeia produtiva do turismo tem 52 setores interligados, gerando cerca de 160 mil empregos em Alagoas. No atual cenário, a retomada das atividades dos hotéis fomenta a recuperação econômica do estado, impulsionando a entrada de capital e a geração de receita de fora para dentro, impactando diretamente no desenvolvimento turístico e social.

Abertura do mercado europeu contribui para a retomada

O início das operações que ligam diretamente Maceió a Lisboa com os dois voos semanais da TAP, companhia aérea portuguesa, a partir do próximo dia 02 de outubro, possibilita a abertura do mercado europeu para o turismo alagoano. Além do público português, o voo direto facilita a vinda também de espanhóis, franceses e italianos, reduzindo o tempo de viagem e conexões à capital alagoana.

“A expectativa de dois voos semanais é uma oportunidade para este público de 0 a 38 anos, um segmento mais jovem e digital, para vir conhecer o Nordeste brasileiro. O momento é bastante favorável, de verão, com sol e mar, nosso principal atrativo. Essa chegada destes turistas europeus traz neste momento uma oportunidade de qualificação para nossos visitantes”, ressalta Glênio Cedrim.

Além dos avanços em malha aérea tanto nacional quanto internacional, outros fatores que tem contribuído diretamente para o sucesso da retomada da atividade turística do estado são o relativo controle da pandemia do estado, os avanços em segurança pública e a adaptação de toda a cadeia produtiva à nova realidade imposta pela pandemia. Alagoas é o 8º estado do país em maior número de empreendimentos credenciados – são mais de mil em todas as regiões turísticas –  com o selo do turismo responsável do Ministério do Turismo, que define os protocolos sanitários necessários para o momento.

De acordo com o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, todo esse conjunto de fatores criam o cenário ideal para que a atividade turística, de forma segura, volte a gerar emprego e impactar positivamente na economia do estado. “O desafio é enorme e a luta tem sido árdua para que a gente retome as atividades, com toda a devida segurança, e garanta que o turismo possa voltar a protagonizar a economia do estado. A atividade representa 10% do nosso PIB e todas essas conquistas e avanços irão garantir que o segmento ganhe um espaço ainda maior na economia alagoana, gerando renda e emprego de qualidade em todos os municípios turísticos de Alagoas”, pontua Rafael Brito.

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