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Novas tendências estão transformando o futuro do Turismo Azul em Portugal

O KIPT CoLAB apresentou os resultados nacionais do projeto europeu CODEBLUE, cofinanciado pelo programa Erasmus+, em Varna (Bulgária) num workshop que reuniu todos os parceiros do projeto. Foram inventariadas as competências necessárias para impulsionar o desenvolvimento sustentável do turismo costeiro e marítimo em Portugal.

Os resultados nacionais do CODEBLUE irão contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias de formação e capacitação ligadas ao Turismo Azul, sustentabilidade e inovação aplicada ao turismo, e serão dados a conhecer na Universidade do Algarve, CRIA, no dia 29 de maio, numa sessão cocriativa que pretende traduzir os resultados do estudo em medidas práticas. A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia em https://forms.gle/Gp9JpieAcp2oheoeA.

O levantamento nacional revela que apenas 28% dos estudantes têm atualmente acesso à formação relacionada com competências de Economia Azul, apesar de 100% dos participantes considerarem o turismo relevante para este setor. Mais de 70% classificam esta relação como “muito importante” ou “extremamente importante”.

Os resultados mostram também que metade dos programas analisados não inclui conteúdos ligados ao turismo costeiro ou marinho e que 43,8% não integram sustentabilidade marinha nos programas de ensino. Apenas 6,3% dos participantes indicam ter formação completa nestas áreas.

O estudo identificou ainda uma forte procura por modelos de formação mais curtos, práticos e especializados. Entre os estudantes inquiridos, 63,6% demonstram preferência por microcredenciais de 25 a 30 horas e 45,5% apontam o formato híbrido/blended learning como o mais adequado para adquirir novas competências.

Entre as competências consideradas prioritárias para o futuro do Turismo Azul destacam-se a gestão de impacto ambiental, sustentabilidade costeira, inovação aplicada ao turismo marítimo, competências digitais, monitorização de dados e adaptação climática.

Do lado das empresas e empregadores, 90% defendem uma maior componente prática na formação e 55% identificam a falta de cursos relevantes como uma das principais barreiras à capacitação do setor.

As conclusões deste levantamento apelam a um modelo de ensino mais flexível, mais multidisciplinar e suportado por práticas que facilitem a integração dos estudantes no mercado de trabalho.

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